PNLR: novas diretrizes devem transformar a Logística Reversa no Brasil

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) elaborou uma minuta de Portaria que estabelece critérios e diretrizes para o Programa Nacional de Logística Reversa (PNLR).

A proposta tem como objetivo integrar e fortalecer os diferentes sistemas de logística reversa existentes no país. O PNLR, por si só, não cria novas obrigações diretas para as empresas, mas sinaliza importantes mudanças na agenda regulatória dos próximos anos.

Entre os temas previstos estão novas regras para habilitação de entidades gestoras, um possível Decreto Unificado de Logística Reversa, mecanismos de fiscalização e o fortalecimento dos sistemas de dados e rastreabilidade.

O que está previsto?

O programa está estruturado em objetivos, diretrizes e ações voltadas principalmente para:

  • Melhorar a infraestrutura de coleta e recuperação de resíduos;
  • Promover ganhos de escala e integração entre os sistemas;
  • Evitar a dupla contabilização de materiais;
  • Ampliar a participação de catadores e cooperativas;
  • Fortalecer a fiscalização;
  • Melhorar a qualidade e transparência dos dados;
  • Estimular novos mecanismos de financiamento e créditos de logística reversa.

Um dos pontos de maior impacto para as empresas é justamente o avanço da rastreabilidade e da comprovação dos resultados.

A tendência é que fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes precisem cada vez mais demonstrar, de forma estruturada, os resultados obtidos na recuperação e destinação adequada dos resíduos.

Mais rastreabilidade e menos informalidade

O PNLR também prevê ações relacionadas ao SINIR, SISREV-BR, divulgação de resultados, custos por tonelada recuperada e mecanismos para evitar a dupla contabilização.

Ao mesmo tempo, a inclusão produtiva dos catadores aparece como uma das prioridades do programa, com previsão de parâmetros mais objetivos para sua participação nos sistemas de logística reversa.

Isso reforça uma mudança importante no setor: não basta apenas retirar o resíduo da empresa. É necessário demonstrar o que aconteceu com esse material depois da coleta.

Onde entra a Valora?

É justamente nesse cenário que a Valora atua.

A empresa trabalha na estruturação de soluções para empresas que precisam coletar, destinar e comprovar a recuperação de resíduos recicláveis, conectando empresas, operações de coleta, cooperativas e demais agentes da cadeia.

A atuação da Valora está alinhada a alguns dos principais pontos destacados pelo PNLR:

Coleta e recuperação de materiais
Estruturação de operações para retirada e encaminhamento adequado dos resíduos recicláveis.

Rastreabilidade
Organização das informações e evidências necessárias para acompanhar os materiais recuperados.

Fortalecimento de catadores e cooperativas
Integração da cadeia da reciclagem e valorização do trabalho realizado pelas organizações de catadores.

Formalização e comprovação
Estruturação de processos que ajudam empresas a demonstrar seus resultados de logística reversa.

Escala e integração
Conexão entre diferentes agentes para tornar as operações mais eficientes e ampliar os resultados.

Um novo cenário para as empresas

O PNLR aponta para uma logística reversa cada vez mais baseada em dados, rastreabilidade, integração e resultados comprováveis.

Para as empresas, antecipar essa transformação pode representar não apenas maior segurança regulatória, mas também novas oportunidades de sustentabilidade, eficiência e geração de valor.

A Valora está inserida justamente nessa transformação, ajudando empresas a transformar seus resíduos em resultados ambientais mensuráveis e em uma cadeia de reciclagem mais estruturada, rastreável e inclusiva.

A logística reversa está evoluindo. E estar preparado para essa nova realidade começa pela estruturação da cadeia hoje.

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