Decreto cria programa de Logística Reversa para melhorar destinação de resíduos

O governo federal editou um decreto para criar o Programa Nacional de Logística Reversa na área de resíduos sólidos.

A Logística Reversa é um instrumento para viabilizar a coleta e a restituição de lixo ao setor empresarial, para reaproveitamento ou outra destinação ambientalmente adequada. Segundo o governo, o programa tem como objetivo potencializar o alcance dos resultados dos diferentes sistemas não só implementados, como os que estão em processo no País.

“Ele ainda possibilita uma melhor comunicação aos cidadãos sobre os pontos de entrega voluntária, para o descarte adequado de resíduos, assegurando a rastreabilidade dos resíduos por meio de integração ao Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, o Sinir”, afirmou a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Segundo a pasta, o decreto também moderniza dispositivos e desburocratiza procedimentos para a “efetiva” implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída por lei de 2010. “O texto também busca conferir maior clareza e segurança jurídica, essenciais para atração de novos investimentos”, disse.

A revisão da regulamentação dessa política, na visão do Ministério do Meio Ambiente, era necessária em razão da quantidade de resíduos que ainda são descartados de forma inadequada no meio ambiente.

“Cabe ressaltar que o texto não trará aumento de despesas diretas ou indiretas para o Governo Federal. A proposta também não implica em renúncia de receita, criação ou expansão de ação governamental”, afirmou a Secretaria-Geral.

Artigo: Istoé

Como a Logística Reversa auxilia os empresários a cumprir a Política Nacional de Resíduos Sólidos

Antes de falar sobre os Créditos de Logística Reversa, é necessário falar sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Instituída pela lei 12.305 em 2 de agosto de  2010, alterando a Lei 9.605 de 12 de fevereiro de  1998. 

A PNRS trouxe um conjunto de ações que devem ser realizadas para promover um melhor desenvolvimento socioeconômico no que diz respeito aos resíduos sólidos no país, determinando princípios, objetivos e mecanismos, bem como orientações relativas à gestão integrada e ao gerenciamento de resíduos sólidos, incluídos os perigosos, às responsabilidades dos geradores e do Estado e aos instrumentos econômicos aplicáveis. E ainda que haja uma diretriz nacional, cada estado pode possuir suas próprias normativas acerca dos resíduos.

E uma das determinações que constam na PNRS é a da Logística Reversa, em que fabricantes de produtos possuem a responsabilidade de dar uma destinação adequada a pelo menos 22% das embalagens no pós-consumo.

A necessidade de cumprir a Logística Reversa cresceu nos últimos anos. E o Acordo Setorial de Embalagens estabeleceu metas de reciclagem para toda a cadeia de produção de embalagens. No entanto, algumas empresas mostraram dificuldades em se adaptar. 

Dentro desse escopo, uma das alternativas que existem para facilitar a logística reversa das embalagens para que o fabricante cumpra a logística reversa  é através da adoção do “sistema de compensação” ou “impacto positivo das embalagens”, conhecido como crédito de logística reversa, que é menos custoso que o método tradicional de adicionalidade de massa.

Todos os recicláveis que são vendidos geram notas fiscais e estas são o lastro do crédito. Isto é, o peso equivalente declarado em nota, em toneladas, corresponde a quantidade de créditos disponíveis para comercialização, de acordo com a classificação do material (plástico, papel, metal e vidro).

Existem várias soluções no mercado, a Valora utiliza a Central de Custódia que foi a única forma que encontramos para garantir a unicidade da massa compensada, a colidência entre as notas fiscais e, portanto, certificarmos que estamos promovendo a adicionalidade/novos fluxos de materiais recicláveis ingressando na cadeia. 

Outro diferencial, além de assegurar a adicionalidade, é que sempre repassamos 100% do valor do crédito para as nossas cooperativas parceiras, não impactando na renda delas.

Qualquer empresa que gere resíduo no pós consumo pode e deve realizar esse tipo de impacto positivo, desde que esses não sejam resíduos considerados perigosos, como infectantes, perfurocortantes, inflamáveis, entre outros. Esse tipo de material possui um descarte adequado de acordo com sua classificação.

Outro ponto importante foi a criação do Acordo Setorial para Implementação de Logística Reversa de Embalagens no Geral, assinado em 2015 foi de alta importância para garantir a realização da LR. Algumas empresas que fazem parte de Associações e Institutos decidiram unir esforços e formaram uma coalizão para realizar a implantação de ações para Sistemas de Logística Reversa de resíduos de embalagens não perigosas.  Esses compõem a parte dos resíduos sólidos urbanos secos.

Dentre as associações constam:

ABRE – Associação Brasileira de Embalagem

ANAP – Associação Nacional dos Aparistas de Papel

ANCAT – Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis

CEMPRE – Compromisso Empresarial para Reciclagem

CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo

INESFA – Instituto Nacional das Empresas de Sucata de Ferro e Aço

RECIBRAS – Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem

Além das citadas acima, ainda consta a Coalizão Embalagens. E vale lembrar que dentro do acordo existem diversos tipos de obrigações das associações, as quais as empresas precisam cumprir.

 

 

Referências:

Central de Custódia. Logística Reversa de Embalagens. Disponível em: <https://centraldecustodia.com.br/>. Acesso em 13 dez 2022.

República Federativa. Acordo setorial para implantação do sistema de logística reversa em embalagens no geral. Disponível em: <https://sinir.gov.br/images/sinir/Embalagens%20em%20Geral/Acordo_embalagens.pdf>. Acesso em: 10 dez 2022.

República Federativa. Política Nacional de Resíduos Sólidos. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2010/lei/l12305.htm>. Acesso em 10 dez 2022.

Sancionada Lei que estabelece incentivos à indústria da reciclagem

Em 8 de dezembro de 2021, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou parcialmente o Projeto de Lei nº 6.545, de 2019 (Lei Federal n° 14.260, publicada no Diário Oficial da União em 09/12/2021). Com os vetos, a Lei Federal versa, em suma, sobre a constituição de Fundos de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle) como incentivo à indústria de reciclagem.

A lei autoriza a constituição do ProRecicle. Os recursos do fundo serão destinados a projetos de reciclagem e a instituição da Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem.

Pelo projeto, a Comissão será formada por representantes dos ministérios do Meio Ambiente; do Trabalho e Emprego; da Indústria e Comércio; da Fazenda; das Cidades; e do Congresso Nacional. Também participarão cientistas e representantes do setor empresarial e da sociedade civil. Caberá à Comissão propor diretrizes, acompanhar e avaliar as políticas de incentivo à reciclagem.

Mais detalhes 

O Projeto de Lei tinha por objetivo estabelecer incentivos e benefícios fiscais para projetos que estimulem a cadeia produtiva da reciclagem, visando fomentar o uso de matérias-primas e insumos de materiais recicláveis e reciclados, em consonância com a Polícia Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal n° 12.305/2010).

A sanção presidencial foi parcial, tendo sido importantes artigos vetados por suposta inconstitucionalidade e contrariedade ao interesse público, após oitiva do Ministério da Economia. Foram vetados, por exemplo, os incisos que descreviam sobre (i) o incentivo à projetos de reciclagem, (ii) bem como o que previa doações ao Fundo de Apoio para Ações Voltadas à Reciclagem (Favorecicle). Ambos eram considerados incentivos necessários para a implementação dos objetivos da Lei.

Dessa forma, os incentivos poderão ocorrer somente por meio de constituição de Fundos de Investimentos para Projetos de Reciclagem (ProRecicle), que terão os recursos destinados aos projetos em referência, disciplinados pela CVM – Comissão de Valores Mobiliários, com a oitiva do Ministério do Meio Ambiente.

Também foram vetados os artigos que descreviam incentivos aos projetos de reciclagem e o Favorecicle, bem como os artigos quer versavam sobre a dedução de imposto de renda e isenções de IOF nas operações com os fundos ProRecicle.

Segundo a Secretaria-Geral das Presidência da República, parte da lei sancionada foi vetada por não observar o disposto na Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal pela “ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro e da adequação orçamentária e financeira acerca da criação de despesas e renúncias de receitas”.

Por fim, o Ministério do Meio Ambiente concederá anualmente certificado de reconhecimento a investidores, beneficiários e empresas que se destacarem pela contribuição à realização dos objetivos destacados e a Comissão Nacional de Incentivo à Reciclagem (CNIR) será responsável por estabelecer as diretrizes necessárias, bem como acompanhar e avaliar os incentivos, sendo composta, inclusive, por dois representantes do setor empresarial e dois representantes da sociedade civil. A nossa equipe de Meio Ambiente, Consumidor e Sustentabilidade está à disposição para prestar mais esclarecimentos sobre o tema.

Nos conte o que achou dessa nova lei sancionada e compartilhe o conteúdo em suas redes sociais.

Artigos: Agência Brasil e Trench Rossi

CONHECENDO O TIME VALORA: ÁREA DE OPERAÇÕES

A equipe Valora cedeu entrevistas em parceria com o Eco Bagagens junto do Rogerio Naressi e seu time e decidimos compartilhar por aqui com vocês também! Essa foi a entrevista que a Rafaela Ferrari da área de Operações da Valora deu!

ENTREVISTA ÁREA DE OPERAÇÕES

Rogério: O que seria a área de operações?

Rafaela: Nossa operação envolve os processos de implementação, engajamento do morador, equipe de limpeza e coleta dos materiais recicláveis. Na implementação realizamos a adequação da infraestrutura, como instalação de coletores para descarte de pilhas, óleo e vidro, placas de identificação, contêineres para reciclável e organização da sala de resíduos com Big Bags. 

O engajamento envolve o treinamento dos moradores e da equipe de limpeza. O treinamento do morador é feito inicialmente de forma online, com dia e horário estipulado, durante uma hora, normalmente período noturno, para mais comodidade aos moradores. Realizamos também o treinamento porta a porta, onde entregamos um flyer com dicas para facilitar a separação do resíduos para o morador. O treinamento da equipe de limpeza é presencial, onde passamos a importância da separação do resíduo e como eles como equipe podem nos ajudar. Além de vídeos e posts semanais com dicas e informações para melhorar a qualidade do descarte desses resíduos. Para intensificar o nosso engajamento disponibilizamos o nosso APP de cashback, onde o morador e colaborador pode trocar por benefícios de lojas parceiras.

Por fim, depois desses processos começamos a coleta dos materiais recicláveis A coleta é feita pela nossa equipe de logística, que normalmente é formada por um motorista e dois ajudantes. Eles são responsáveis por recolher os sacos de dentro dos Big Bags e levar para as nossas cooperativas parceiras, onde todo material é doado. Dessa forma contribuímos com a renda dos cooperados e das suas famílias.

Rogério: Como é feita a coleta dos recicláveis?

Rafa: Coletamos os recicláveis em sacos, acomodando-os em Big Bags, que são levadas as nossas cooperativas parceiras e todo o material é doado.

Rogério: Como podemos saber a qualidade do resíduo coletado?

Rafa: Conseguimos verificar a qualidade do resíduo coletado, pela nossa equipe de logística, com reportes diários de cada coleta realizada e também pelo feedback da cooperativa.

Rogério: Quais são os processos de engajamento para separação do resíduo?

Rafaela: Possuímos o treinamento online e porta a porta ao morador e o treinamento presencial para a equipe de limpeza. Enviamos vídeos e posts semanais com dicas e informações para estimular a limpeza e separação correta dos resíduos e com isso melhorar a qualidade do descarte. E para intensificar o nosso engajamento disponibilizamos o nosso APP de cashback, onde o morador e colaborador pode trocar por benefícios de lojas parceiras.

O TIME VALORA: ÁREA DE LOGÍSTICA REVERSA

A equipe Valora cedeu entrevistas em parceria com o Eco Bagagens junto do Rogerio Naressi e seu time e decidimos compartilhar por aqui com vocês também! Essa entrevista foi cedida pela Carolina Basilio do setor de Logística Reversa da Valora!

ENTREVISTA ÁREA DE LOGÍSTICA REVERSA

Rogério: Poderia falar um pouco sobre você e como é sua atuação na Valora?

Carolina Basílio: Olá Rogério, me chamo Carolina Basilio, sou gestora ambiental por formação e hoje atuo na área de Novos Negócios e Parcerias na Valora, principalmente no que se diz respeito ao crédito de logística reversa e gestão de recicláveis em grandes geradores. Aqui, podemos contribuir com o crescimento socioambiental não só de São Paulo, mas de outros estados do país.

Rogério: Carolina, você mencionou que trabalha com o crédito de logística reversa, mas, o que é isso?

Carolina Basílio:  Boa pergunta, e para que eu explique o que é o crédito de logística reversa, preciso falar um pouco sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, onde ele está inserido. A PNRS foi promulgada em 2010, trazendo um conjunto de ações que devem ser realizadas para promover um melhor desenvolvimento socioeconômico no que diz respeito aos resíduos sólidos no país, ainda que cada estado possua suas próprias diretrizes acerca dos resíduos.

E uma das diretrizes  que constam na PNRS é a da Logística Reversa, em que fabricantes de produtos possuem a responsabilidade de dar uma destinação adequada a pelo menos 22% das embalagens no pós-consumo. Dentro desse escopo, uma das opções que existem para facilitar a logística reversa das embalagens para o fabricante é a adoção do “sistema de compensação” ou “impacto positivo das embalagens”, conhecido como crédito de logística reversa.

Todos os recicláveis que são vendidos geram notas fiscais e estas são o lastro do crédito. Isto é, o peso equivalente declarado em nota, em toneladas, corresponde a quantidade de créditos disponíveis para comercialização, de acordo com a classificação do material (plástico, papel, metal e vidro)

Existem várias soluções no mercado, a Valora utiliza a Central de Custódia que foi a única forma que encontramos para garantir a unicidade da massa compensada, a colidência entre as notas fiscais e, portanto, certificarmos que estamos promovendo a adicionalidade/novos fluxos de materiais recicláveis ingressando na cadeia. 

Outro diferencial, além de assegurar a adicionalidade, é que sempre repassamos 100% do valor do crédito para as nossas cooperativas parceiras, não impactando na renda delas.

Rogério: Apenas grandes empresas devem compensar seus resíduos?

Carolina Basílio: Qualquer empresa que gere resíduo no pós consumo pode e deve realizar esse tipo de impacto positivo, desde que esses não sejam resíduos considerados perigosos, como infectantes, perfurocortantes, inflamáveis, entre outros. Esse tipo de material possui um descarte adequado de acordo com sua classificação. 

Rogério: Você também havia mencionado os grandes geradores, quem são eles?

Carolina Basílio: Aqui em São Paulo, todos aqueles que produzam mais de 200 litros de resíduo por dia são considerados grandes geradores, posso dar como exemplo lojas de departamento, lojas de vestuário, supermercados, hortifrutis, e outros comércios.. 

Para cumprir com a legislação  é necessário contratar uma empresa particular que faça a coleta e a destinação de todo o resíduo, uma vez que ultrapassados os 200 l, a coleta já não é mais de responsabilidade pública.

O que vemos no mercado é que, por contratar uma coleta única, a reciclagem acaba não sendo promovida, já que todos os resíduos acabam sendo misturados e enviados a aterros. Outro ponto é que, normalmente, o modelo de tarifa é baseado no volume. Sendo assim, a Valora trouxe uma solução que, ajuda o cliente a ser mais sustentável, dá mais transparência e potencialmente mais vantajosa financeiramente, de menor preço, uma vez que cobramos pelo peso efetivamente coletado e destinado !

Rogério: Obrigado Carolina!

O TIME VALORA: EM QUE PÉ ESTAMOS?

Essa semana foi de gravação por aqui! A equipe Valora cedeu entrevistas em parceria com o Eco Bagagens junto do Rogerio Naressi e seu time e decidimos compartilhar por aqui com vocês também! Essa foi a entrevista que o sócio fundador Flávio Salsoni cedeu contando um pouco sobre em que pé a Valora se encontra!

 

ENTREVISTA VALORA: “EM QUE PÉ ESTAMOS?”

 Rogério: Poderia falar em qual estágio está a Valora ?

Flávio Salsoni: Estamos numa fase de investimentos: Caminhão, Galpão MVP, equipe, treinamentos e tecnologia (blockchain usado no Valora Coin, nossa moeda verde). Também diversificamos nosso portifólio: Consolidamos nossos contratos de PA e criamos novos serviços como o PA para Grandes Geradores, o ValoraCoin e Operador Logístico, (aparas, garrafas e cápsulas de café).

 Rogério: Como vocês veem esse mercado de ESG ?

Flávio Salsoni: Há muitas oportunidades e empresas engajadas  com necessidades claras, como o atendimento a PNRS, lei da logística reversa, empresas  que assumiram metas ESG, como redução de emissão de GEE, CO2, consumo de água, energia, redução de embalagens. Em todas essas frentes a Valora atua. Dizemos que “ajudamos as empresas e as pessoas a cumprirem metas”. Se você tem uma meta ESG, a Valora consegue te ajudar através da valorização dos resíduos recicláveis.

Rogério: Como é inovar em um mercado tão informal.

Flávio Salsoni: O primeiro ponto foi estudar, analisar e mudar algumas coisas que não fazem sentido no Brasil. Por exemplo, a questão das típicas lixeiras separadas por cor/material (vidro, metal, plástico etc). Como tudo segue no mesmo caminhão misturado, não faz sentido separar esses materiais. Por exemplo, em nossos treinamentos e abordagens, simplificamos isso para atrair o engajamento das pessoas. Por exemplo, para as equipes de limpeza orientamos que se o lixo está pesado e com mal cheiro ele deve estar contaminado com material orgânico e deve ser descartado como Não reciclável. Para os moradores orientamos que se está limpo pode ser reciclável e se está sujo é Não reciclável.São dicas simples para iniciar e trazer as pessoas para um melhor descarte e minimizando o rejeito que normalmente segue para os aterros ou lixões.

Outro ponto que fomentamos é a migração de catadores para as cooperativas. Só essa movimentação triplicamos o rendimento mensal do catador.

E é claro a inovação tecnológica que chamamos de Valora Coin. Uma moeda verde. Empresas ou pessoas físicas que desejam impactar positivamente compram essa moeda e nós retiramos resíduos recicláveis de pontos (condomínios ou grande geradores) que hoje enviam os resíduos para os aterros (via serviço de coleta da prefeitura). Entregamos um token digital como as informações de data, hora, local de onde e para onde foram destinados os resíduos. As empresas usam isso em seus relatórios de sustentabilidade.

Minha mensagem final é que “Para que as mudanças aconteçam tem que investir !”.

O TIME VALORA: ÁREA COMERCIAL

Essa semana foi de gravação por aqui! A equipe Valora cedeu entrevistas em parceria com o Eco Bagagens junto do Rogerio Naressi e seu time e decidimos compartilhar por aqui com vocês também! A entrevista a seguir foi realizada com a Marcela Evangelista, do nosso time comercial. Para ver o programa na íntegra acesse nosso Instagram e fique por dentro das novidades!

ENTREVISTA COMERCIAL

Rogério: Bom dia Marcela, muito se discute sobre a dificuldade de implementar projetos de economia circular, como a Valora vê esta questão?

Marcela: Olá Rogério, muito obrigada! A questão da economia circular é um desafio e uma oportunidade para todas as empresas, pois ela pressupõe o retorno dos materiais de volta ao ciclo de produção. Nós atuamos diretamente neste ponto, como operador logístico em projetos de sustentabilidade voltados para gestão de resíduos recicláveis.

Rogério: Muito bom, pode me explicar melhor como a Valora tem trabalhado nesse contexto?

Marcela: A Valora atua basicamente  em 3 pilares de promoção da sustentabilidade e da economia circular: um viés que auxilia empresas e grandes geradores, como condomínios, a realizar a coleta seletiva corretamente através de um Plano de Assinatura. Um viés que promove a LR e divulga a sustentabilidade por meio do Selo Valora e um terceiro que busca o que chamamos de adicionalidade de massa, por meio da Valora Coin, a nossa moeda digital da sustentabilidade.

Rogério: Muito legal. O que é a Valora Coin?

Marcela: A Valora Coin é o que chamamos de um ativo digital. De maneira simples, é um registro em BlockChain de todo o processo de coleta e destinação dos resíduos recicláveis coletados pela Valora, onde registramos ponto de coleta, peso, data e hora de coleta e para qual cooperativa foi destinado. Com isso nos damos total visibilidade e transparência para empresas e pessoas sobre o impacto positivo que estão realizando. Esta é uma forma segura e auditável de se registrar todo o processo. Este tipo de projeto pode ser um investimento para empresas interessadas em cumprir metas ESG e projetos sustentáveis; por exemplo.

Rogério: Como as empresas ou pessoas fazem a aquisição deste Valora Coin?

Marcela:  Qualquer pessoa ou empresa que queira realizar um impacto positivo ou compensar sua atividade poderá adquirir o Valora Coin que está relacionado a massa de resíduos recicláveis que a Valora irá coletar. Vou te dar um exemplo… Hoje temos diversas empresas de bens de consumo e de embalagens preocupadas em cumprir com as práticas ESG, por exemplo com projetos para redução de plástico na natureza. Nós podemos ajudar empresas que buscam essa compensação por meio da Valora Coin. Nesse caso primeiro definimos qual o impacto que a empresa precisa cumprir, por exemplo recuperar 10 toneladas de embalagens plásticas. Em seguida definimos pontos de coleta que atualmente estão enviando os resíduos recicláveis para aterros sanitários em busca dessas 10 toneladas de material (impacto desejado). E por fim, atuamos como operadores logísticos com uma frota elétrica, coletando esse material na ponta da cadeia de consumo (em condomínios e GG) e destinando ele corretamente para a reciclagem.  O bacana é que também integramos a tecnologia nas nossas operações desenvolvendo um sistema na nuvem que otimiza as rotas feitas pelos nosso caminhão e que coleta dados como: peso, origem, data e destino final do resíduo coletado. Registramos esses dados no blockchain criando um token digital, que é a Valora Coin. É ela que comprova e assegura todo caminho que o resíduo percorreu e valida o processo garantindo que o impacto ambiental equivalente seja compensado.

Um segundo exemplo:  Imagina uma pessoa que mora em uma residência em um bairro onde não há coleta seletiva. Essa pessoa também não possui pontos próximos de descarte de recicláveis e não possui hoje uma forma de descartar seus resíduos de forma correta.  Uma alternativa para esse problemas seria comprando Valora Coins.  A Valora irá coletar e destinar os resíduos recicláveis que atualmente estão indo para o aterro, em uma outra cidade ou bairro, e destinar estes resíduos de forma correta. No final, a pessoa terá compensado a sua ação da mesma forma como se tivesse descartando os resíduos de forma adequada. É um conceito muito similar ao já realizado no setor de energia. O consumidor ou empresa em São Paulo compra energia solar sendo gerada no Piauí, por exemplo.

Rogério: Excelente, quero compensar meu resíduo!

Fiquem ligados que em breve postaremos mais entrevistas com outras pessoas do time Valora!

 

TIME VALORA: ÁREA DE MARKETING

Essa semana foi de gravação por aqui! A equipe Valora cedeu entrevistas em parceria com o Eco Bagagens junto do Rogerio Naressi e seu time e decidimos compartilhar por aqui com vocês também! E nada melhor do que começar com o Marketing, né? Um dos trabalhos mais importantes para a divulgação de nosso trabalho.

ENTREVISTA ÁREA DE MARKETING

Rogério: Bom dia Carol, tudo bem?

Carol: Olá Rogério, muito obrigada pelo espaço! Meu nome é Carolina Simões e sou da equipe de Marketing da Valora, uma cleantech de valorização de resíduos recicláveis e sustentabilidade, que tem como propósito uma causa socioambiental, valorizando o meio ambiente, as pessoas e empresas envolvidas no processo.

Rogério: Muito prazer! Carol, como o marketing da Valora tem impactado positivamente as pessoas?

Carol: Bom, nosso marketing visa primeiramente aproximar a Valora das pessoas que estão preocupadas e acima de tudo ENGAJADAS com causas sociais e também ambientais. Isso porque, valorizamos essas pessoas e trabalhamos diariamente para isso. Evitamos que muitos resíduos sejam destinados aos aterros. Realizamos um trabalho de educação socioambiental com treinamentos  juntos aos moradores e funcionários de empresas, com dicas no descarte correto dos resíduos, procurando aproveitar o máximo dos recicláveis e enviando para as cooperativas parceiras. Contribuindo também para a geração de novos postos de trabalho, já que os materiais que coletamos são 100% doados. 

A frente de marketing é dividida em principalmente duas: o marketing interno nos clientes visando o engajamento das pessoas envolvidas , e o marketing para as pessoas que nós chamamos de AGENTES DE TRANSFORMAÇÃO, sejam eles executivos que trabalham em empresas interessadas em cumprir metas ESG e projetos sustentáveis, síndicos que queiram implementar a coleta seletiva, ou pessoas engajadas que querem impactar positivamente o planeta e que vão, através da Valora, encontrar um meio para isso.

Rogério: Muito bom! E você pode dar um exemplo?

Carol: Um exemplo foi uma ação que fizemos em parceria com a SAAP (Sociedade dos Amigos de Alto de Pinheiros) com o  Evento da Coleta de “Lixo” Eletrônico no Dia Mundial Da Limpeza em um sábado. Depois de grandes campanhas nas redes sociais e canais diversificados, reunimos os moradores do bairro de alto de pinheiros de São Paulo para levar lixo eletrônico, como tvs, celulares, eletrodomésticos quebrados e destiná-los de forma correta.  Foram mais de 270 famílias que participaram e 15 voluntários, somando um total de mais de 6 toneladas de materiais! Foi um evento muito lindo de promover e ainda mais de ver os resultados dele!

 

Outra campanha que fazemos muito importante é a de coleta de óleo, conseguindo salvar mais de um milhão de litros de água.

Um exemplo que não poderia deixar de citar aqui são os próprios posts que realizamos diariamente nas redes sociais, com conteúdos e dicas de sustentabilidade, esclarecimentos sobre o tema ESG e instruções sobre reciclagem, economia circular e temas ligados a isso. Inclusive, como um caso de sucesso e que pude ver muitas pessoas impactadas foi nosso e-book do guia de reciclagem. Nele tem detalhes da reciclagem, impactos gerados, indicadores ambientais como redução no consumo de água, energia, quantidades de árvores não desmatadas , geração de empregos entre outros. As pessoas interessadas podem baixar gratuitamente nas nossas redes sociais. Recebemos muitos feedbacks positivos, foi muito bom também!

Rogério: Muito legal Carol! Parabéns por todo o trabalho de vocês. Adorei conhecer mais sobre a Valora. Se você tivesse que deixar uma mensagem final, qual seria?

Carol: Dizendo em nome da Valora, acredito que minha mensagem final seja: “Acreditar em uma causa é louvável, mas investir nela faz com que as mudanças aconteçam!”.

Fiquem ligados que em breve postaremos mais entrevistas com outras pessoas do time Valora!

 

 

Tem muito dinheiro sendo aterrado, mas seu lixo não vale ouro! Capítulo 2: Catadores. Solução?

Não sei dizer a quanto tempo, mas desde que consigo me lembrar existe a figura dos catadores. Para muitos, além de ser a solução é um “ direito adquirido” quando o tema é a coleta de materiais reciclados.  No entanto, na prática, desde a PNRS de 2010, a qual oficializou a categoria, estamos nos mesmos índices observados no momento da aprovação de importante marco. 

Mas por que isso acontece e qual seria a solução?

O primeiro importante fato é que o dia tem 24h. Sendo assim, um catador não consegue aumentar tanto a sua produtividade devido a limitação de tempo.

Outro ponto importante é que cada pessoa tem um limite físico para carregar peso. Logo, o catador está condicionado a um limite de carga que ele consegue carregar.

Ainda no tema de carga, vale lembrar que nas carroças existe uma limitação de volume e peso que as mesmas conseguem transportar. Ou seja, quando somamos esses três fatores, não é difícil concluir que um catador, infelizmente, não vai conseguir aumentar muito sua renda. 

Mas, então, qual a solução? Não existe uma solução única, mas as associações, cooperativas ou empresas privadas sem dúvidas são estruturas jurídicas mais preparadas e com capacidade para oferecer as condições adequadas quando comparados com os catadores individualmente.

Se focarmos apenas nas cooperativas, basta comparar a renda média de um cooperado versus a de um catador no Brasil que já ilustra uma grande diferença. Abaixo podemos observar outros importantes aspectos:

Catador Cooperado
Sem nenhum tipo de benefício, garantia e péssimas condições de trabalho  Na maioria das vezes contam com EPIs, suportes operacionais, renda mínima, rede de apoio
Faça sol, chuva, vento, doença, tem que ir para rua para garantir o mínimo do dia Conseguem oferecer melhores condições de trabalho e não expõe os cooperados a intempéries
Sem margem de negociação na venda Pelo aumento de escala conseguem vender o material a um preço melhor
Renda: R$500-600 Renda: R$ 1.200-2500

Dito isso, os “favores” ao deixarem os catadores coletar o reciclável, acabam mantendo essas pessoas na situação de informalidade, baixa remuneração e sem perspectivas de melhoria de vida. E, apenas para comparar com o título da série, se seu lixo valesse ouro você não entregaria “de graça”!

A profissionalização e formalização do setor é de fundamental importância para criar uma indústria forte e de valor agregado para que os projetos consigam sair do papel e, consequentemente, aumentarmos os pífios índices de reciclagem no país.

Se não concordar com nada do que for dito e for chamar uma pessoa para coletar seus resíduos, pelo menos pague por isso! Essa renda extra é de fundamental importância para eles!

E por que tenho que pagar? Não é responsabilidade da empresa ou do poder público? Sim e não, precisamos de falar da responsabilidade compartilhada!

Fique atento ao próximo capítulo!

TUDO SOBRE O LIXO ORGÂNICO

O que fazer para reciclar o lixo orgânico

Você sabia que existem formas de reciclar o lixo orgânico? A compostagem e a biodigestão são os processos mais comuns para tratamento deste tipo de resíduo. Conheça a diferença entre os processos e veja como você pode otimizar a separação dos seus resíduos.

Nosso lixo normalmente pode ser separado em 3 frações. O lixo reciclável seco, o lixo reciclável úmido (também chamado de orgânico) e os rejeitos (também chamado de lixo comum). O lixo reciclável é todo material que pode ser reaproveitado de alguma forma após o seu descarte. Ou seja, são materiais que podem passar pelo processo de beneficiamento e retornar ao ciclo como matéria prima ou como material para segundo uso. 

Os tipos de lixo

Dentro da categoria de recicláveis secos estão os materiais que normalmente são enviados para coleta seletiva como: 

  • plástico, metal, papel e vidros. 

Estes materiais devem ser limpos após seu uso, e descartados separadamente para coleta seletiva para beneficiamento por cooperativas ou operadores privados que irão destinar esse material para a indústria da reciclagem. 

Fazem parte do lixo reciclável úmido todos os resíduos que têm origem animal ou vegetal como: 

  • restos de alimentos, folhas, galhos, sementes, restos de carne, ossos, entre outros. O lixo reciclável úmido é sempre biodegradável.  

Já o rejeito é todo resíduo que não é mais passível de reúso, e por isso deve ser descartado separadamente. É o caso de materiais como: 

  • papel higiênico, fezes de animais, e também aqueles que não são recicláveis como os panos multiuso, papel filme, embalagens engorduradas, fraldas e absorventes, bitucas de cigarro, luvas e máscaras de proteção.

Reciclagem dos resíduos

Para cada uma dessas frações há uma destinação mais adequada, pensando na forma menos impactante para a natureza. Sendo assim, o rejeito por não poder ser mais reutilizado, deve ser encaminhado para o aterro ou para incineração. 

O resíduo reciclável seco deve ser encaminhado para a coleta seletiva para passar pelo processo de reciclagem. Você pode inclusive contatar a nossa equipe, caso ainda não tenha um programa de coleta seletiva na sua empresa ou condomínio

Já o resíduo orgânico também pode passar por um processo de reciclagem por meio da compostagem ou da biodigestão. A principal diferença entre estes processos está relacionada ao grupo de microrganismos responsáveis pela biodegradação da matéria orgânica. 

Biodigestão

Na biodigestão o processo é anaeróbio, isso significa que ocorre na ausência de oxigênio. Como resultado desse processo, são gerados os subprodutos biogás e biofertilizante.

A biodigestão anaeróbia conta com uma gama extensa de tecnologias para processamento da matéria orgânica. A escolha da alternativa mais adequada é balizada, principalmente, no tipo de resíduo ou efluente a ser tratado e com base em outros fatores como:

  • a área disponível para instalação
  • a presença de corpos d’água, rochas e/ou árvores
  • a exposição ao sol
  • a mão de obra para operação  do sistema

Compostagem 

No processo de compostagem, os microrganismos são aeróbios, logo, demandam oxigênio para metabolizar os substratos orgânicos. Após o ciclo de compostagem completo temos o adubo orgânico e o lixiviado, também chamado de composto líquido. 

A técnica mais difundida para realização de compostagem é por meio da montagem de leiras de aeração passiva ou com revolvimento forçado. Para soluções de pequena escala, é usual o emprego de vermicomposteiras, em que são inseridas minhocas para acelerar o processamento da matéria orgânica. 

Qualquer pessoa pode ter uma composteira simples em sua casa para tratar os resíduos orgânicos, diminuindo assim o volume de rejeitos descartados e auxiliando na manutenção do meio ambiente. 

No aplicativo Valora, exclusivo para clientes e parceiros que possuem o plano de assinatura para coleta seletiva, é possível obter um voucher de desconto para aquisição de uma composteira doméstica com empresas parceiras. Outra solução, mais econômica e sustentável, é fazer a composteira reutilizando baldes ou potes plásticos.

Reaproveitando os resíduos

Como você pode ver, é possível reutilizar e dar uma destinação adequada também para o resto de alimento e da matéria orgânica. A reciclagem é um processo muito importante tanto para o reciclável seco quanto para o lixo úmido.

Aqui na Valora trabalhamos muito para tornar o resíduo um produto de valor. Falamos muito sobre as alternativas e métodos de separação dos resíduos para que você possa conhecer mais a fundo esta temática e aplicar os conceitos no seu dia a dia. 

Ressaltamos que para a eficiência destes processos, é muito importante ter um profissional com experiência em projetos, e a elaboração prévia de um plano de gerenciamento de resíduos. Afinal, a má gestão desses resíduos apresenta riscos de contaminação sanitária, ambiental e biológica. 

Um lote de material reciclável contaminado com restos de alimentos e matéria orgânica pode inviabilizar a reciclagem e o reaproveitamento de embalagens pelo resto da cadeia. Por isso é tão importante realizar a separação adequada antes de enviar os resíduos para a coleta seletiva, biodigestão ou compostagem.

Caso tenha dúvidas sobre como segregar os resíduos, ou sobre a necessidade ou não de um plano de gerenciamento de resíduos sólidos, entre em contato com a nossa equipe. Vamos juntos valorizar esse ciclo!