Como trazer valor para a sua marca? Isto é o que 94% dos brasileiros esperam das empresas

Maior parte dos brasileiros espera que empresas adotem práticas ESG, afirma pesquisa; veja como fugir do greenwashing e melhorar a credibilidade com ações sustentáveis.

Não é exagero dizer que o ESG se tornou uma febre no mundo dos negócios. Tanto é que o número de empresas comprometidas com práticas ambientais, sociais e de governança só cresceu nos últimos anos – estudos apontam que essa agenda já é prioridade para 95% das empresas.

E as vantagens dessa escolha vão além de colaborar com a construção de um mundo mais ético e justo. Essas companhias têm a chance de melhorar sua reputação e aumentar a credibilidade diante de parceiros estratégicos, como os consumidores, funcionários e investidores.

Para ter ideia, segundo a empresa de consultoria EY, 99% dos investidores utilizam divulgações ESG para decidir se investem ou não em uma empresa . Isso significa que organizações com diretrizes ESG têm mais chances de receber investimentos financeiros.

Além disso, implementar políticas ESG é uma forma de atender a uma demanda do mercado brasileiro. Uma pesquisa realizada pela consultoria Walk The Talk concluiu que 94% dos brasileiros esperam que empresas adotem práticas ESG . Segundo o levantamento, brasileiros acreditam que essa é uma obrigação das companhias.

Portanto, não dá para negar que o ESG é uma excelente forma de agregar valor aos negócios, o que pode levar a um aumento da confiança dos stakeholders. Mas é preciso atenção: afirmar ser sustentável sem de fato ser pode ter o efeito contrário.

Precisamos falar de sustentabilidade e ESG nas empresas

Cuidado com o Greenwashing

Greenwashing é um termo em inglês para “lavagem verde”. A expressão costuma ser atribuída às empresas que fazem divulgações falsas sobre sustentabilidade: afirmam que seus produtos são sustentáveis, mesmo não sendo.

E isso pode acontecer de várias formas. Ocultar dados, usar informações inverídicas e afirmar ações sem comprová-las são alguns exemplos de greenwashing.

Nesse caso, ao invés de agregar valor e trazer mais credibilidade, essas práticas podem prejudicar a imagem da empresa no mercado. Por isso, é fundamental evitar o greenwashing e estar sempre atento com relação às práticas internas da organização.

Fuja do greenwashing: este conteúdo gratuito ensina a aplicar o ESG verdadeiramente no seu negócio!

 

Fonte: Exame

Produtos feitos de falso plástico biodegradável são vendidos em supermercados do país

Um estudo famoso publicado na revista Science mostrou que, até 2015, cerca de 6,3 bilhões de toneladas de polímeros plásticos haviam sido produzidos e descartados ao longo da história humana. Destes, apenas 9% foram reciclados e 12%, incinerados. Os 79% restantes foram acumulados em aterros sanitários ou em ambientes continentais, dos quais aproximadamente 10% alcançaram ambientes marinhos ou costeiros.

Os dados são de oito anos atrás. E, embora alguns países tenham anunciado políticas de “plástico zero”, a situação está certamente muito pior agora, por efeito cumulativo, uma vez que a produção anual é de 400 milhões de toneladas. Em consequência, a contaminação por microplásticos tornou-se, depois da crise climática, um dos maiores problemas ambientais do planeta. Há microplásticos em todos os lugares: na terra, no mar e no ar. Como afirma o pesquisador Ítalo Castro, professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (IMar-Unifesp), “a gente só não encontra microplásticos onde não procura”. No corpo humano, eles já foram detectados no sangue, nos pulmões, no coração e na placenta.

O agravante é que aquilo que deveria ser uma solução muitas vezes constitui um problema a mais. É o que mostra uma investigação coordenada por Castro.

Pesquisadores do Instituto do Mar visitaram 40 supermercados do Brasil e analisaram os produtos supostamente feitos com plásticos biodegradáveis expostos à venda. Os estabelecimentos foram escolhidos entre grandes redes que atuam nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. E um total de 49 produtos diferentes, incluindo sacolas, copos, pratos, talheres e outros utensílios de cozinha, foram encontrados. Esses itens eram, em média, 125% mais caros do que similares feitos de plásticos convencionais. A grande surpresa foi verificar que nenhum deles, mesmo os de grandes marcas, atendia aos requisitos mínimos para serem considerados de fato biodegradáveis.

O estudo teve como primeira autora a doutoranda Beatriz Barbosa Moreno, bolsista da FAPESP sob a orientação de Castro. Os resultados foram publicados no periódico Sustainable Production and Consumption.

“Para ser considerado biodegradável, um produto, quando descartado no meio ambiente, deve-se converter em água [H2O], gás carbônico [CO2], metano [CH4] e biomassa em um intervalo de tempo relativamente curto. Não há consenso sobre que intervalo de tempo é esse. Mas a ideia geral é que varie de algumas semanas a um ano. Nenhum dos 49 itens que investigamos atendeu a esse requisito”, diz Castro.

Segundo o pesquisador, mais de 90% deles eram feitos com uma classe de materiais que se convencionou chamar de oxodegradáveis. Apesar do nome, esses materiais não sofrem degradação em condições ambientais normais. São polímeros de origem fóssil aditivados com sais metálicos. Os sais aceleram o processo de oxidação e fragmentação. Mas os fragmentos podem permanecer por décadas na natureza. Além de não contribuir para a degradação, a fragmentação acelera a formação de microplásticos.

“Os plásticos oxodegradáveis já foram proibidos em vários locais do mundo, incluindo a União Europeia. Na maioria dos casos, as proibições ocorreram pela falta de evidências de biodegradabilidade em ambientes reais, associada ao risco de formação de microplásticos”, informa Castro.

sacolas oxibiodegradáveis - reformadocodigopenal.com

Regulação

Como os plásticos oxodegradáveis ainda não são proibidos no Brasil, sua venda não constitui crime. No entanto, além da denominação capciosa, os consumidores são enganados pela alegação de muitas empresas de que seus produtos foram aprovados por normas técnicas e testes de biodegradabilidade, como ASTM D6954-4 ou SPCR 141. “Essas normas fornecem apenas um guia para comparar taxas de degradação e alterações de propriedades físicas sob condições controladas de laboratório, não avaliando as etapas finais da degradação. Aliás, nas páginas web das próprias normas, há advertências para que não sejam usadas em certificações de biodegradabilidade de produtos plásticos comerciais”, argumenta Castro.

O pesquisador ressalta que a comercialização de um produto que não entrega o prometido, do ponto de vista ambiental, pode ser enquadrada como prática de greenwashing, termo em inglês que indica falsas alegações ambientais em produtos comerciais.

“Quando um produto reconhecidamente prejudicial para o meio ambiente passa a ser maciçamente usado, é necessário que ações de Estado sejam implementadas. Nesse sentido, tramita no Senado projeto de lei 2524/2022 que, entre outras providências, veda o uso de aditivos oxidegradantes ou pró-oxidantes em resinas termoplásticas, assim como a fabricação, a importação e a comercialização de quaisquer embalagens e produtos feitos de plásticos oxidegradáveis”, informa Castro.

Caso aprovado no seu formato atual, diz o pesquisador, o PL 2524/2022 poderá contribuir para a transição do Brasil rumo a uma economia circular do plástico. “Essa transição é uma necessidade urgente”, enfatiza Castro. E prossegue: “O Instituto do Mar está localizado em Santos, no litoral paulista. Em Santos, detectamos microplásticos acumulados em ostras [Crassostrea brasiliana] e mexilhões [Perna perna]. Esses animais são filtradores da água do mar. Por isso, considerados o padrão-ouro para avaliação das condições do ambiente em que se encontram. Os valores que detectamos estão entre os maiores do mundo quando comparados a outros 40 estudos semelhantes”, conta (leia mais em: agencia.fapesp.br/41673).

Procurado pela reportagem, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) afirmou em nota que apoia o PL 2524/22, mas com algumas alterações. “O ministério é favorável à proibição de aditivos oxidegradantes/pró-oxidantes, baseando-se em estudos que comprovam a geração de microplásticos na fragmentação de plásticos com tais aditivos – o que causa dano ambiental, particularmente para ambientes marítimos”, sublinhou o texto.

Já a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) informou, também em nota, ser favorável à proibição da utilização do aditivo oxidegradável em produtos plásticos. Contudo, a entidade se coloca contrária ao PL 2524/2022, que, em sua avaliação, “confunde economia circular com banimento de produtos plásticos, direcionando o objeto da lei apenas a um único material”. O texto diz ainda que “a economia circular implica uma mudança sistêmica, portanto, exige uma abordagem macro, envolvendo todos os setores da indústria. Enquanto isso, outro PL, o 1874/2022 [que institui a Política Nacional de Economia Circular], traz disposições importantes, como a gestão estratégica dos recursos, a promoção de novos modelos de negócio, os investimentos em atividades de pesquisa e inovação e o apoio à transição para o uso de tecnologias de baixo carbono por meio da criação de condições atrativas para investimento público e privado, entre outros aspectos”.

“A Abiplast acredita no debate sério e preciso, com informações científicas, para que se possa promover um diálogo propositivo sobre a correta utilização do plástico e todos os benefícios que o material trouxe e traz para a sociedade. O setor plástico tem sido protagonista em ações para promover a economia circular do material, investindo em tecnologia, sustentabilidade e inovação”, afirmou a entidade.

O artigo High incidence of false biodegradability claims related to single-use plastic utensils sold in Brazil pode ser acessado em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S235255092300180X?via%3Dihub.

Fonte: Agência Fapesp 

Imagem créditos: https://www.ecolife.zone/reducing-single-use-plastics/

TEM MUITO DINHEIRO SENDO ATERRADO, MAS SEU LIXO NÃO VALE OURO! CAPÍTULO 3: A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA? MAS EM QUÊ?

Talvez o conceito mais importante da nossa PNRS e, certamente, o menos aplicado é esse: A RESPONSABILIDADE COMPARTILHADA.
image.png
A responsabilidade compartilhada define que todos envolvidos no processo (empresas, produtores, importadores, consumidores, entre outros) são responsáveis por tomar ações individualizadas em relação ao ciclo de vida dos produtos comercializados e utilizados. No entanto sabemos que quando trata-se de resíduo, a conta, atualmente está apenas com as marcas (que pelas normativas estaduais são aquelas responsáveis por cumprir com os 22% mínimos em massa para comprovação da logística reversa).
A conta fecha? Claramente não! Enquanto a sociedade não entender que resíduos = custo, vamos sempre continuar com a visão distorcida de que os recicláveis geram rendas, riquezas e que, na verdade, deveriam pagar para você destinar o resíduo.
Crédito de reciclagem: governo Lula prioriza catadores, mas ações podem ser  insuficientes
O resultado disso é bem simples: a reciclagem dos resíduos pós consumo é um mercado informal tomado por pessoas (catadores) a margem de direitos básicos mínimos. Devido a informalidade, o investimento dificilmente chega na ponta e o resultado são resultados práticos pífios (indicator oficial relata que menos de 5% de fato é reciclado no Brasil) e impactos gigantes em nosso ecossistema.
Mas e a política? Os governantes tentam, na caneta, resolver o problema, mas o mesmo só será resolvido com uma mudança de atitude, de cultura. O que não faltam são leis que não são aplicadas por falta de decretos (ou interesse) e, para dificultar ainda mais, um arcabouço fiscal que vai na contramão da promoção da reciclagem.
Ou seja, em poucas palavras dá para perceber que responsabilidade compartilhada mesmo, não temos nada! Mas se todas as empresas que conheço (ou grande  parte delas) falam que estão fazendo sua parte, onde está o problema? Fique atento para o quarto capítulo onde abordaremos o Greenwashing e suas variantes!

Brasil, Índia e Estados Unidos lançam aliança de biocombustíveis

Iniciativa busca estimular a produção e o uso desse tipo de combustível, especialmente o etanol

Durante a Cúpula do G20, Brasil, Índia e Estados Unidos lançaram a Aliança Global de Biocombustíveis. O presidente Lula (PT) participou da cerimônia junto de outros chefes de Estado.

A iniciativa busca estimular a produção e o uso desse tipo de combustível — especialmente o etanol — e surge em meio ao programa nacional indiano de biocombustíveis, que inclui a adoção de 20% de mistura de etanol na gasolina à fabricação de automóveis de categoria flex, além do desenvolvimento e produção de biocombustíveis de segunda geração.

Segundo o governo federal, o Brasil e a Índia trabalharam juntos para o desenvolvimento da política, em nível governamental, acadêmico, tecnológico e empresarial.

A analista de economia da CNN Débora Oliveira avalia que a medida é positiva e que aumenta ainda mais a vantagem competitiva do Brasil.

Em 2022, o país conseguiu ultrapassar os EUA na produção de milho — commodity que tem forte potencial de produção de etanol.

Na análise de Débora, o aumento se deve a vários fatores, como a falta terreno para plantio no solo americano e o dólar mais forte, por exemplo. Além disso, o fato do Brasil ser o único país do mundo capaz de produzir três safras de milho no ano.

A analista afirma que isso aumenta a vantagem do Brasil em relação aos EUA no que diz respeito ao etanol à base do milho, que hoje corresponde a apenas 15% da produção total do combustível.

O presidente Lula se pronunciou sobre o tema na madrugada desta segunda-feira, durante um pronunciamento ao vivo.

“Continuamos aperfeiçoando a produção de etanol. O Brasil é um país que tem uma competência extraordinária, um domínio único dos biocombustíveis e achamos que essa iniciativa Modi, Biden, Lula e Argentina é muito importante para o nosso futuro”, explicou.

“Finalmente o mundo está se dando conta que os biocombustíveis podem resolver o grande problema que é a emissão de gases do efeito estufa pelo derivado de petróleo”, disse.

Dados da Agência Internacional de Energia (AIE) revelam que a produção global de biocombustíveis sustentáveis precisa triplicar até 2030 para que o mundo possa alcançar emissões líquidas zero até 2050.

Os biocombustíveis líquidos forneceram mais de 4% do total de energia para os transportes em 2022, e especialistas acreditam num potencial crescimento.

De acordo com o governo federal, o uso de biocombustíveis na aviação e na navegação aumentará o consumo mundial e a necessidade de ampliação do número de fornecedores.

Biocombustíveis: tipos, vantagens e desvantagens - Mundo Educação

Fonte: CNN Brasil

Como as abelhas ajudam a agregar R$ 43 bilhões por ano à agricultura brasileira

Principais responsáveis pela polinização das culturas alimentícias, as abelhas agora estão no centro das estratégias conservacionistas na Amazônia

Quando falamos em abelhas, logo pensamos em mel. No entanto, o que poucos sabem é que mais do que produzir esse alimento delicioso, as abelhas têm uma função muito mais nobre na natureza: a polinização de culturas alimentícias e de espécies nativas nos quatro cantos do planeta.

Cerca de 85% das lavouras cultivadas hoje pelo homem dependem da polinização externa realizada pelas abelhas, sejam elas melíferas, aquelas que vivem em colmeias, ou espécies selvagens, de hábitos solitários.

Somente no Brasil, estima-se que o serviço de polinização realizado pelas abelhas agregue nada menos do que R$ 43 bilhões por ano à agricultura, de acordo com o Relatório Temático sobre Polinização, Polinizadores e Produção de Alimentos no Brasil, divulgado em 2018.

E é justamente por isso que o declínio das populações de abelhas em todo o mundo tem gerado tanta preocupação. Causada por um conjunto de fatores, o principal deles as mudanças climáticas, a mortandade vem ligando o sinal de alerta para o problema e colocando as abelhas no centro das estratégias conservacionistas.

“A polinização é importante porque ela influencia no aumento da produção de alimentos. Cerca de 30% do valor econômico das culturas pode ser atribuído à polinização”, afirma Vera Fonseca, professora Titular de Ecologia no Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo, que estuda há décadas o tema.

De acordo com a especialista, a polinização agrega um valor superior a US$ 275 bilhões ao ano à agricultura em todo o mundo, montante infinitamente maior do que o mercado global de mel, estimado em US$ 2 bilhões. “O valor da polinização ainda não está tão claro para a maioria das pessoas.”

 

Na Amazônia

Fundamentais para a agricultura em todo o mundo, as abelhas são especialmente importantes no Brasil, onde, além do serviço de polinização, ainda contribuem para o desenvolvimento social e o avanço da bioeconomia, gerando renda aos pequenos produtores e estimulando a preservação do meio ambiente.

Na Amazônia, por exemplo, culturas economicamente importantes como o açaí, o guaraná, o cupuaçu e o cacau têm se beneficiado da presença cada vez maior das abelhas melíferas, criadas por pequenos apicultores e que reforçam o trabalho antes realizado apenas pelas espécies selvagens.

Trata-se de uma relação ganha-ganha: se por um lado as abelhas contribuem para o aumento da produtividade dos frutos, por outro, a biodiversidade disponível possibilita a produção de um mel multifloral de alta qualidade, valorizado no mercado, e que contribui para o aumento da renda dos produtores locais.

“Em algumas áreas de açaí, a presença das abelhas dobrou a produção, com frutos de melhor qualidade”, afirma Luiz Pereira Rodrigues, presidente da Associação de Produtores de Mel de Canaã dos Carajás, organização que conta atualmente com 30 apicultores filiados e produz cerca de 15 toneladas de mel por ano.

Rodrigues explica que atualmente a polinização também é realizada em áreas de reflorestamento, o que tem acelerado a recuperação de áreas degradadas e contribuído para o aumento da produção de mel fora da época de florada das frutíferas. “Temos uma produtividade muito acima da média nacional. Hoje produzimos até 50 quilos de mel por colmeia, mas a nossa meta é chegar a 70 quilos”, diz.

Fundada em 2006, a Associação de Produtores de Mel de Canaã dos Carajás conta com o apoio da Vale desde a sua concepção, quando a empresa forneceu as primeiras caixas e os equipamentos necessários para o início da produção, além do maquinário para o processamento do mel, até os dias de hoje, fornecendo assistência técnica para a capacitação desses apicultores.

“Temos apoiado fortemente a cadeia do mel, uma atividade que traz benefícios ambientais, sociais e econômicos para a região”, afirma Silvia Cunha, gerente de Relações com as Comunidades da Vale no território de Canaã, destacando os novos investimentos para a ampliação em até 50% da produção em 2021.

“Nosso objetivo é preparar as pessoas para que possam ter autonomia para produzir por conta própria e apoiar o desenvolvimento das cadeias produtivas, para que se tornem realmente sustentáveis”, conclui a executiva da Vale.

Fonte: Valor Econômico 

 

 

 

COMISSÃO APROVA LEI PARA AUMENTAR MULTA DE QUEM JOGA LIXO DO CARRO

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou no último dia 16 de agosto o Projeto de Lei 1.644/2019, que classifica como infração de natureza grave a conduta de jogar lixo para fora do carro.

O texto modifica o artigo 172 do Código de Trânsito Brasileiro e altera de média para grave a infração de atirar do veículo ou abandonar nas ruas e rodovias objetos ou substâncias.

Se for aprovado, o PL estipula multa de R$ 195,23 e menos cinco pontos na carteira dos motoristas infratores.

Como foi aprovado em caráter terminativo, o texto segue direto para análise da Câmara dos Deputados. Isso, claro, se não houver recurso para votação no Plenário do Senado.

NÃO JOGUE LIXO PELA JANELA DO CARRO

Além do impacto ambiental e da poluição visual nas estradas, muitas delas em áreas de preservação ambiental, você ainda pode causar um acidente ou até mesmo um incêndio, no caso das bitucas de cigarro.

Para piorar, se ninguém recolher ou estiver chovendo, o resíduo pode ser carregado pela água e vai acabar em algum rio ou em alguma praia. Isso sem contar na questão sanitária.

Muitos tipos de resíduos, como as garrafas plásticas, retêm água e se transformam em berçários de doenças como a Dengue, sobretudo no litoral paulista.

Portanto, leve uma sacolinha dentro do carro e um recipiente especial para descartar as bitucas.

Quando der uma parada ou chegar ao destino, você coloca o saquinho numa lixeira, com os resíduos devidamente separados em comum e reciclável.

QUAL A MULTA PARA QUEM JOGA LIXO PELA JANELA DO CARRO?

Atualmente, quem for pego jogando lixo pela janela do carro está sujeito à uma multa no valor de R$ 130,16 e ainda perde quatro pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Senado aprova texto que torna infração grave jogar lixo para fora do carro  - Blog do Valente

 

Fonte: Recicla Sampa

Nove em cada dez executivos planejam aumentar gastos com ESG, diz estudo

Maioria das lideranças empresariais se considera acima da média em investimentos sustentáveis

Cerca de 92% dos executivos estão inclinados a elevar seus gastos com políticas ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) em ao menos 10%, enquanto 18% preveem aumentar essas despesas em 50% ou mais neste ano. A maioria, ou 64%, já se considera à frente da concorrência tratando-se de investimentos em ESG, enquanto quase 30% se sentem ao menos um pouco atrasados nesse quesito. Os dados foram levantados pela Bloomberg junto à consultoria Adox Research com base em respostas de mais de cem gerentes de portfólio, executivos de risco climático e executivos de gerenciamento de dados da América do Norte, Europa, Ásia e Oceania.

Também segundo a pesquisa, as três principais áreas priorizadas são benchmarks e índices ESG (29% das respostas), dados relatados pela empresa (23%), pontuações ESG (20%) e dívida sustentável (19%). “Uma vez categorizados como uma fonte de dados alternativa, as informações ESG rapidamente se tornaram parte integrante do valor que as empresas financeiras entregam aos seus clientes”, diz Leila Sadiq, Chefe Global de Conteúdo de Dados Empresariais da Bloomberg. O atributo é considerado relevante para a obtenção de vantagens competitivas e conformidade regulatória para 44% e 10% dos participantes, respectivamente.

Fonte: Veja

 

 

 

ESG: carros elétricos se tornam aliados para metas de sustentabilidade

Você já deve ter ouvido falar sobre ESG, mas talvez não saiba o significado dessas três letras que estão tão na moda atualmente.

ESG é uma sigla em inglês para Environmental, Social and Governance. Traduzindo, significa Ambiental, Social e Governança.

ESG é a base formada por três pilares fundamentais para garantir a sustentabilidade de empresas, organizações e atuações governamentais. Quando falo de sustentabilidade, não quero me referir a meio ambiente (apesar de estar contido na em um dos pilares). Neste caso, a sustentabilidade se refere à condição da continuidade de negócios e uma vida longínqua.

Carros elétricos da Tesla poderão ser carregados com energia solar

Para tanto, as instituições que têm a ambição de continuarem vivas fundamentam suas ações com base no ESG. Não é mera publicidade ou tentativa de se vender como uma empresa politicamente correta. ESG garante a redução de riscos em relação a despesas desnecessárias, processos e também impacto em sua imagem.

Mas antes mesmo de ESG virar moda, já se discutia o assunto há muitos anos, mas com nomes diferentes. Desde a Conferência de Estocolmo, em 1972, gerou-se a compreensão que os recursos naturais são finitos e a exploração descontrolada acarreta em efeitos de difícil recuperação ou irreparáveis.

Com o passar dos últimos 50 anos, os discursos começaram a se transformar em ações objetivas, tanto por intermédio de governos quanto por determinação de conselhos e investidores. Além da Governança Corporativa, as políticas Sociais e Ambientais se tornaram bússola para definição de planos estratégicos.

Afinal de contas, quando os carros elétricos entraram nessa história? Calma, já falaremos sobre isso em breve. Como uma das principais ações (se não for a principal ação) do pilar ambiental, a neutralização de carbono das operações tornou-se praticamente como o alvo a ser atingido de forma urgente. Essa pressão não é meramente ideológica, há cobrança por conta de acordos internacionais, políticas de Estado e exigências dos investidores.

A partir da Conferência de Estocolmo, criou-se a consciência de que toda ação do ser humano deixa uma pegada no meio ambiente. Sendo assim, não há como vivermos sem deixar rastros, mas podemos minimizar os impactos com diversas ações. Infelizmente, algumas operações são tão danosas que, mesmo com a evolução de técnicas e adoção de práticas mais “limpas”, ainda sim o impacto será grande. Como o exemplo a extração de petróleo.

Como é ter um carro elétrico? Preço, carregamento, qual bateria usar e mais!

Apesar da busca constante pela redução do uso do combustível, ainda assim não temos como substituir definitivamente a exploração. Por conta disso, as principais petrolíferas mudaram o foco e também a identidade. Hoje são empresas de energia. Dessa forma, possuem uma vasta gama de formas para gerar energia de origem renovável e baixo carbono. Mesmo assim, ainda teremos alguma geração de carbono. Por conta disso, as entidades públicas e privadas buscam compensar de outras formas que não estão necessariamente ligadas a sua atividade fim.

É aí que chegamos aos veículos elétricos. É fato que os veículos elétricos terão, ao longo de sua vida útil, menor impacto na emissão de carbono que seus irmãos a combustão. Para termos uma ideia, se formos considerar apenas a eficiência energética dos motores, os veículos a combustão possuem um aproveitamento inferior a 40% para a tração do veículo, enquanto os motores elétricos têm uma eficiência energética de aproximadamente 95%. Soma-se a isso também o impacto ambiental deixado pela produção do combustível fóssil e a geração de energia.

Algumas pessoas consideram uma falácia potencial de neutralização de carbono pelos veículos elétricos por alegarem que a energia elétrica na Europa é produzida por meio de termelétricas. Em partes é verdade, mas ainda assim, o uso de um gerador para produção de eletricidade é ainda mais eficiente que o uso de combustíveis fósseis em motores térmicos.

Mas se você ainda não se convenceu, posso dizer também que a fonte de energia na Europa já não está tão dependente de fontes poluidoras como era há poucos anos atrás. Basta dar uma olhada nos dados apresentados pelo site electricitymaps.com para observar que as mudanças de fontes de energias estão aceleradas para opções mais limpas.

Se formos avaliar a matriz energética do Brasil, o impacto positivo da adoção de uma frota elétrica é ainda maior. Temos 90% da produção de origem de baixo carbono e 87%, de fonte renovável. Na América do Sul, apenas o Uruguai possui matriz energética mais limpa que o Brasil.

Outro ponto importante que precisamos destacar é a redução de peças de desgaste natural e a longa vida daquelas existentes. São menos resíduos descartados.

Para finalizar, os veículos elétricos também podem ser considerados uma ótima ferramenta para cumprir objetivos do pilar Social. Afinal, eles ajudam a reduzir o adoecimento dos condutores por esforços repetitivos, diminuem o estresse e o desgaste físico por ser uma condução mais agradável.

Sabemos que não é tão simples substituir uma frota operacional em um curto período de tempo. Por isso, mudar os veículos que atende os executivos é estratégico para uma transição estruturada. Além da isenção de rodízio na cidade de São Paulo e ficarem menos tempo parados em uma revisão, geralmente são veículos mais modernos e confortáveis. Que tal considerar um carro elétrico para retenção de talentos?

 

Fonte: Portal IG 

 

 

RECICLAGEM TEM POTENCIAL DE GERAR 4,8 MILHÕES DE EMPREGOS

Um relatório conjunto da Divisão de Desenvolvimento Econômico da Cepal e do Escritório da OIT para o Cone Sul da América Latina trouxe à tona uma abordagem inovadora sobre a relação entre reciclagem e emprego.

Segundo o documento, a transição para uma economia circular, onde a eficiência e a vida útil dos materiais são otimizadas, com enfoque em durabilidade, reparo, remanufatura, reutilização e reciclagem, poderia impulsionar a criação de 4,8 milhões de empregos até 2030.

Essa estimativa é respaldada pela projeção de que os setores de reprocessamento de aço, alumínio, madeira e outros metais desempenharão um papel crucial na geração de novas oportunidades de trabalho, superando as perdas de empregos associadas à tradicional extração de minerais e materiais.

O relatório ressalta a relevância dessas indústrias emergentes que abraçam a sustentabilidade ambiental do planeta e afirma que o impacto positivo será uma realidade incontestável.

Contudo, as perspectivas se tornam ainda mais promissoras quando consideramos a inclusão dos chamados “empregos verdes”, que incluem setores como eficiência energética, energia renovável, transporte e mobilidade sustentável.

Ao somar essas áreas de atuação, estima-se que um impressionante total de 15 milhões de novos postos de trabalho poderiam ser gerados em toda a região do Cone Sul latino-americano.

No entanto, é importante destacar que essa é uma análise específica para essa área geográfica e que o impacto real pode ser ainda maior quando toda a América Latina e o Caribe são levados em consideração.

Vale ressaltar que a proposta de uma economia circular e os empregos associados à transição não são apenas números e estatísticas, mas também carregam um importante papel na proteção e bem-estar dos trabalhadores.

A OIT alertou em outro relatório que a degradação ambiental representa uma ameaça direta aos empregos e agrava as condições de trabalho, principalmente para os segmentos mais vulneráveis da população mundial.

Portanto, a busca pela sustentabilidade ambiental se apresenta cada vez mais como uma questão crucial de justiça social, e a transformação dos paradigmas econômicos pode ser a chave para um futuro mais equitativo e próspero para o continente.

 

Abertas as inscrições para credenciamento de cooperativas de reciclagem -  Notícias da Região

 

Fonte: ReciclaSampa

Conheça as 15 startups finalistas do MoviMente Secovi-SP 2023

Foram definidas no último dia 29/7 as 15 startups, que seguem para a fase final da edição 2023 do MoviMente, iniciativa do Núcleo de Empreendedorismo e Inovação do Secovi-SP. Nesta etapa, uma banca estrelada composta por grandes personalidades do setor imobiliário e da inovação vai escolher os dois melhores projetos em três categorias (condotech, construtech e proptech).

Saiba quem são as startups finalistas (em ordem alfabética, por categoria):

Condotech

  • Informma Síndicos
  • Larbor
  • Recupera
  • uCondo
  • Valora

Construtech

  • AppAssist
  • Arqgen
  • Celere
  • FastBuild
  • Masakí

Proptech

  • Cedulla
  • Dommus Tecnologia
  • More.co
  • PipeImob
  • Webropay

Conheça os integrantes da banca estrelada:

Condotech

Enelvo Martinelli – LelloLab
Mariana Guillaumon – Guillaumon Administradora
Rodrigo Gebara – CondoLivre
Raphael Augusto – LigaVentures

Construtech

Bianca Setin – Setin Incorporadora
Caio Yamanaka – Eztec Incorporadora
Edgar Pontim – Porsche Consulting
Guilherme Rosa  – iConHub/Sinduscon-SP
Roberta Bigucci – MBigucci Incorporadora

Proptech

Alexandre Pandolfo – Potato Valley
Bruno Loreto – Terracotta Ventures
Caroline Abreu – MPD Engenharia
Caroline Prado – Santander Brasil
Marcelo Dadian – Zap+/OLX e MitHub

Premiação
 – Os vencedores em cada categoria serão divulgados nos canais do Secovi-SP, no hotsite do MoviMente e terão, ainda, a possibilidade de firmar parcerias, além de negócios com players do setor imobiliário.

O MoviMente Secovi-SP foi criado em 2017 com o objetivo de conectar projetos inovadores a empresários do setor imobiliário.

Fonte: SECOVI SP