Quase 60% de papel, com barreira integrada de plástico reciclável, com menor pegada de carbono e 8 vezes menos peso que as garrafas de vidro tradicionais .
Especificamente, a garrafa é feita de 57% de papel e 43% de plástico reciclado. “ Um passo importante para os objetivos de se tornar um produto zero carbono até 2030 e de obter uma garrafa totalmente de base biológica ”, diz a empresa, que confiou o projeto à Paboco (The Paper Bottle Company), que agora também trabalha com marcas como The Coca-Cola Company , Carlsberg, P&G e L’Oréal.
Há um cheiro de greenwashing , portanto, e vamos explicar o porquê.
Uma garrafa de papel e plástico reciclado não é mais ecológica do que uma de vidro.
A escolha da embalagem não deve ser subestimada: comprar alimentos com embalagens leves e proporcionais feitas de materiais reciclados e compostáveis faz toda a diferença. Assim, pensar-se-á que o papel, mais leve, é preferível ao vidro (razão pela qual multinacionais como a Coca-Cola não abrem mão das garrafas de plástico, substituindo-as por vidro e latas, por serem mais cômodas, mais leves e entre os mais populares entre os clientes.
Nem sempre. Não era melhor em vidro? Claro que sim.
Se ao menos o vidro continuasse sendo o único material 100% puro , seguro porque é feito com substâncias não tóxicas, reciclável facilmente e sem limites. Também não altera o sabor dos alimentos e bebidas, sendo por isso ideal para a saúde.
Garrafas de papel? Também não.
A carta tem alguns elementos fundamentais a seu favor:
o menor peso do papelão permite reduzir a poluição decorrente do transporte
geralmente (e é desejável) o papel usado para embalagens é obtido de florestas sustentáveis
é reciclável sem muita dificuldade e compostável
Deve-se dizer, no entanto, que papel e papelão não podem ser regenerados indefinidamente. A cada reciclagem, o papelão é tratado quimicamente para remover tinta e outras impurezas de sua superfície. O uso repetido dessas substâncias faz com que o material perca resistência, que é destinado a ir parar em aterros sanitários após uma série de ciclos.
Vidro é melhor
Ao contrário do papel e papelão, o vidro é infinitamente processável sem perda de qualidade. O vidro é, portanto, um dos poucos materiais de embalagem inesgotáveis. E não só:
o vidro protege da melhor forma o que está dentro, sendo ideal para a conservação segura de alimentos e bebidas, que não alteram seus sabores
a percentagem média de reciclagem de vidro, nos países da União Europeia, ultrapassa os 70%
fazer vidro a partir de vidro reciclado requer 40% menos energia do que uma produção que parte de matérias-primas
recipientes de vidro são 40% mais leves do que os populares há 20 anos
Sistemas de depósito de segurança
São provavelmente a única ferramenta capaz de reduzir seriamente a poluição ambiental e promover a prossecução de objetivos de reutilização para uma verdadeira transição para uma economia mais circular, seria urgentemente necessária a introdução de um sistema de depósito para embalagens mono para bebidas (plástico, alumínio, vidro).
É um esquema de coleta seletiva para embalagens de bebidas descartáveis em que o consumidor paga um pequeno depósito totalmente reembolsável além do preço normal de varejo de uma bebida. Essa caução, ou caução, é então paga integralmente ao consumidor mediante a devolução da embalagem vazia. Em essência, o consumidor compra o conteúdo e pega emprestado a embalagem.
Normalmente, os sistemas DRS incluem embalagens de plástico (principalmente PET), metal (latas de alumínio) e vidro, mas alguns sistemas (na Austrália e no Canadá) também incluem embalagens cartonadas para bebidas.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/07/Paper-Bottle-Some-ATL-1X1_3.jpg10801080Camila Ribeirohttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngCamila Ribeiro2023-07-05 09:12:382023-07-05 09:12:38Absolut Vodka lança garrafa de papel, mas precisamos mesmo dela?
Estudo da IBM aponta que os consumidores estão dispostos a gastar mais com marcas ambientalmente responsáveis e que, embora as empresas tenham ações, faltam métricas para acompanhá-las
As empresas estão realmente engajadas com a sustentabilidade? Os clientes estão dispostos a pagar um pouco mais por uma marca ambientalmente responsável? A resposta para ambas as perguntas é sim. De acordo com o estudo “A última chamada para a sustentabilidade” realizado pela IBM Institute for Business Value (IBV), ao qual a Consumidor Moderno teve acesso com exclusividade, hoje, cerca de 40% dos consumidores apontam que os fatores de impacto ambiental são mais importantes do que custo, conforto e conveniência.
“O consumidor está disposto a pagar um prêmio. Entre 61% e 70% falaram que estariam dispostos a pagar a mais. É uma porcentagem considerável de pessoas que estão dispostas a pagar a mais”, enfatiza Carlos Capps, head de consultoria e serviços para as indústrias de varejo e produtos de consumo da IBM América Latina.
Consumidores mais sustentáveis
“A pandemia levantou a atenção dos consumidores para a sustentabilidade e a saudabilidade. As pessoas estão mais preocupadas com o que elas consomem e a procedência dos alimentos. Quando você une com a agenda de sustentabilidade, se um fabricante diz que a carne não tem antibióticos, existe um público que gostaria de pagar um pouco a mais por essa carne. Mas é preciso garantir uma rastreabilidade para que o consumidor tenha certeza que isso não é uma mentira”.
O estudo ainda aponta que os consumidores não estão olhando para a sustentabilidade apenas ao escolher uma marca, mas também ao investir, ao escolher o emprego e o meio de transporte
Estudo da IBM aponta que os consumidores estão dispostos a gastar mais com marcas ambientalmente responsáveis e que, embora as empresas tenham ações, faltam métricas para acompanhá-las
As empresas estão realmente engajadas com a sustentabilidade? Os clientes estão dispostos a pagar um pouco mais por uma marca ambientalmente responsável? A resposta para ambas as perguntas é sim. De acordo com o estudo “A última chamada para a sustentabilidade” realizado pela IBM Institute for Business Value (IBV), ao qual a Consumidor Moderno teve acesso com exclusividade, hoje, cerca de 40% dos consumidores apontam que os fatores de impacto ambiental são mais importantes do que custo, conforto e conveniência.
“O consumidor está disposto a pagar um prêmio. Entre 61% e 70% falaram que estariam dispostos a pagar a mais. É uma porcentagem considerável de pessoas que estão dispostas a pagar a mais”, enfatiza Carlos Capps, head de consultoria e serviços para as indústrias de varejo e produtos de consumo da IBM América Latina.
Consumidores mais sustentáveis
“A pandemia levantou a atenção dos consumidores para a sustentabilidade e a saudabilidade. As pessoas estão mais preocupadas com o que elas consomem e a procedência dos alimentos. Quando você une com a agenda de sustentabilidade, se um fabricante diz que a carne não tem antibióticos, existe um público que gostaria de pagar um pouco a mais por essa carne. Mas é preciso garantir uma rastreabilidade para que o consumidor tenha certeza que isso não é uma mentira”.
O estudo ainda aponta que os consumidores não estão olhando para a sustentabilidade apenas ao escolher uma marca, mas também ao investir, ao escolher o emprego e o meio de transporte.
Preocupação é crescente, mas carece de métricas
Carlos Capps, head de consultoria e serviços para as indústrias de varejo e produtos de consumo da IBM América Latina
O estudo, que entrevistou mais de 1,9 mil executivos globais de empresas de varejo e bens de consumo (CPG), incluindo líderes da América Latina, vai a fundo e mostra que existem ações de sustentabilidade. Afinal, 9 em cada 10 empresas afirmaram que trabalharão em várias iniciativas de sustentabilidade até o final de 2021.
Porém, há lacunas. A principal delas é a falta de métricas específicas para o acompanhamento das ações, pois menos de um terço definiram formas de medir suas metas de sustentabilidade. Apenas 10% das empresas do setor de consumo definiram métricas únicas e menos de 20% alinharam métricas de desempenho organizacional para medir o progresso da sustentabilidade. O estudo ainda aponta que a maioria das organizações está em processo de definição de métricas ou pretende fazê-la em breve.
“Um exemplo é a meta de ser carbono zero em 2030. Para isso, é necessário rastrear todas as iniciativas que tenho para chegar lá. É preciso ter métricas dessas ações para que eu construa o resultado. Do outro lado, é necessário ter uma governança preocupada com isso que crie incentivos para os executivos que estão relacionados à essa nova agenda. Também preciso criar formas de capturar qual é o valor gerado por essa nova agenda”, destaca Capps.
Em que canal o consumidor busca informação?
O consumidor busca checar o compromisso das marcas quando o assunto é sustentabilidade. As fontes variam de acordo com a faixa etária. Os consumidores de 40 a 54 anos buscam o online search e a mídia social. Os mais jovens, de 18 a 24 anos, estão concentrados na mídia social, enquanto o consumidor que tem entre 65 e 70 anos observa a etiqueta.
“Na comparação entre as fontes de informações, vê-se que o ‘boca a boca’ é pouco importante. As empresas devem se preocupar em fazer um investimento em mídia social e também nos mecanismos de busca”, destaca o head da IBM
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/06/images-32.jpeg452678Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-06-23 09:35:002023-06-23 09:52:51Sustentabilidade será cada vez mais decisiva na escolha da compra
Impacto da poluição plástica no mundo é medido em estudo do Credit Suisse
Exame – 06/06/2023
O uso do plástico tem crescido continuamente com um aumento de 130% desde os anos 2000. A má administração do material também cresceu, correspondendo a uma elevação de quase 100%
Anualmente, são produzidas mais de 400 milhões de toneladas de plástico ao redor do mundo anualmente, afirma o estudo Plastic pollution: Pathways to net zero do banco Credit Suisse . O número corresponde a, aproximadamente, 57 quilogramas de plástico por habitante. O levantamento ainda diz que, a cada ano, mais de 350 milhões de toneladas de plástico viram resíduos.
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Enquanto, globalmente, cerca de 2/3 dos países adotaram alguma forma de legislação para regulamentação de usos comuns do plástico, como é o caso de sacolas plásticas, 1/3 têm regulamentações para estender a responsabilidade produtiva para plásticos de uso único, como a utilização de depósitos e centros de reciclagem.
Pensando neste contexto, a Credit Suisse traz esse estudo sobre o impacto da poluição plástica no mundo – além das perspectivas até 2060 e sugestão de caminhos para as empresas alcançarem o Net Zero. Ainda de acordo com o estudo, dos 350 milhões de toneladas de plástico que se tornam resíduos, 40% do material vem em diferentes formas de embalagem, porém nem todo resíduo plástico se torna poluição.
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Além disto, aterros sanitários coletam cerca de 46% dos resíduos plásticos globais, já a incineração controlada responde por mais 17% e a reciclagem arrecada 15% – o que deixa mais de 20% de resíduos plásticos mal administrados. Esse contingente corresponde a um total de quase 80 milhões de toneladas por ano
“Embora a poluição plástica possa ser desagradável, o plástico em si é um material eficaz. Quer seja garantir a qualidade dos alimentos, envolvendo nosso consumo de eletrônicos ou fazendo parte de processos industriais complexos envolvendo maquinário pesado, o plástico é difundido em nossa economia. O foco principal do relatório não é para eliminar todo o plástico, mas sim para garantir descarte adequado de plástico para minimizar o desperdício de plástico interação negativa com terrestres e aquáticos ambientes”, diz a executiva Emma Crystal, chief sustainability officer do Credit Suisse no relatório.
Conscientização sobre o uso do plástico
De acordo com o estudo, a conscientização sobre as consequências negativas do plástico tem crescido desde a década de 1960, com as políticas de resposta desde a virada do milênio. Mesmo assim, o uso do plástico tem crescido continuamente com um aumento de 130% desde os anos 2000. A má administração do material também cresceu, correspondendo a uma elevação de quase 100% desde os anos 2000, o que fez o número dobrar de 40 milhões de toneladas por ano para o atual número de 80 milhões de toneladas plásticas produzidas anualmente.
As expectativas para o futuro
O Credit Suisse constrói as estimativas para 2060 com base nas atuais tendências de mercado. Além disso, o estudo considera as modificações das atividades econômicas que influenciam na diminuição da intensidade do resíduo plástico tendo em vista o produto interno bruto (PIB) de 15% e a trajetória existente para gerenciar gastos e diminuir a má gestão plástica de 22% para 15%.
Com isso, os resultados afirmam que o desperdício plástico de aproximadamente 80 milhões de toneladas deve alcançar 100 milhões de toneladas em 2060. Ou seja, o estudo demonstra que, enquanto o PIB real global tem expectativas de perder o ritmo de crescimento, é esperado que o desperdício plástico cresça exponencialmente nas próximas décadas.
Por esse motivo, ter uma abordagem Net Zero trabalha com duas variáveis: mitigação e ações adaptativas. A mitigação entra para reduzir o uso plástico – por meio da tributação – para suprimir a demanda do material. Já as adaptações são estratégias que aceitam a necessidade plástica na economia, mas, ao mesmo tempo, tentam buscar reduzir o mau gerenciamento do material.
Os próximos passos para a mitigação
Segundo o estudo, é estimado que os plásticos capturados são, na maior parte, de lixões ou queimados em fogos descontrolados – onde aproximadamente apenas ¼ (25%) de todos os plásticos mal administrados e resíduos são perdidos por meio de vazamentos e interagem em ambientes terrestres e aquáticos. Apesar do estudo se mostrar otimista com números gerais mais baixos que outras pesquisas, o levantamento afirma que, sem políticas adicionais até 2060, poderia haver mais toneladas plásticas no mar do que a biomassa de baleia – sendo que apenas uma baleia pode pesar de 40 a cerca de 150 toneladas – a informação é relativamente menos dramática que a declaração da Fundação Ellen MacArthur que dizia que, até 2050, haveria mais plásticos do que peixes no mar.
O levantamento ainda diz que para atingir o Net Zero da poluição plástica, a remoção de plástico de ambientes naturais é uma parte necessária para essa trajetória. Em conclusão, os números para a poluição plástica – e poluição plástica mal gerenciada – também são menores do que o documento da OCDE. O estudo explica que a maior razão para as previsões serem um ponto percentual menor por ano do que aqueles usados no estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é a utilização do crescimento do PIB global.
Para a Credit Suisse, é necessário haver mais pesquisas sobre o tópico da poluição plástica, e particularmente, o vazamento para entender como os resíduos plásticos se tornam poluição plástica. “Finalmente, ao olharmos para o futuro, expressamos otimismo cauteloso. Acreditamos que as negociações para um tratado global de plásticos iniciadas pela Assembleia das Nações Unidas para o Meio Ambiente tem o potencial de ser a mais significativa proposta multilateral com foco em sustentabilidade desde o Acordo de Paris em 2015”, conclui o estudo.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/06/images-28.jpeg452678Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-06-13 09:07:072023-06-13 09:09:08Impacto da poluição plástica no mundo é medido em estudo do Credit Suisse
A reciclagem de resíduos é uma prática fundamental para promover a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. No Brasil, o setor de reciclagem está em constante crescimento e apresenta um potencial impressionante. De acordo com o presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Lopes de Freitas, o país tem capacidade para faturar R$ 1 trilhão com reciclagem de resíduos e alcançar 30 milhões de cooperados até 2027. Esses números representam o dobro do valor faturado em 2021, demonstrando o enorme potencial econômico e social desse setor. No entanto, é importante destacar os desafios que ainda existem, como a falta de coleta seletiva em muitos municípios, impactando a destinação adequada dos resíduos e a preservação dos recursos naturais.
O Crescimento do Setor de Reciclagem no Brasil
O Brasil possui atualmente 4.880 cooperativas de reciclagem, das quais 2.535 estão no mercado há mais de 20 anos. Essas cooperativas contam com cerca de 18,9 milhões de cooperados, sendo uma importante fonte de emprego e renda para milhares de brasileiros. Segundo dados do anuário da OCB de 2022, o setor emprega atualmente 493 mil pessoas, evidenciando seu papel na geração de oportunidades de trabalho.
Importância do Cooperativismo
Um dos principais impulsionadores do setor de reciclagem no Brasil é o cooperativismo. As cooperativas desempenham um papel fundamental na coleta, triagem e processamento dos resíduos, promovendo a inclusão social e econômica de diversos trabalhadores. O cooperativismo tem sido uma das conquistas mais importantes para celebrar o Dia Internacional da Reciclagem, comemorado em 17 de maio. Por meio do trabalho conjunto e da cooperação, as cooperativas possibilitam a transformação dos resíduos em recursos valiosos, contribuindo para a economia circular.
Desafios e Oportunidades
Apesar do crescimento significativo do setor de reciclagem, ainda há desafios a serem superados. Um deles é a falta de coleta seletiva em mais de um quarto das cidades brasileiras, o que compromete a destinação adequada dos resíduos e impacta negativamente a extração de recursos naturais. É necessário investir em infraestrutura e conscientização para expandir a coleta seletiva em todo o país, garantindo que os resíduos recicláveis sejam corretamente separados e encaminhados para a reciclagem.
Além disso, é importante destacar as oportunidades que a reciclagem oferece. O Brasil produziu 27,7 milhões de toneladas de resíduos recicláveis em 2021, incluindo plásticos, papel e papelão, vidros, metais e embalagens multicamadas. Esses materiais representam uma valiosa fonte de matérias-primas secundárias, que podem ser reintroduzidas na cadeia produtiva, reduzindo a dependência de recursos naturais e promovendo a sustentabilidade.
Conclusão
A reciclagem de resíduos no Brasil apresenta um potencial econômico expressivo, capaz de gerar receitas da ordem de R$ 1 trilhão e envolver 30 milhões de cooperados até 2027. O setor de reciclagem, impulsionado pelo cooperativismo, desempenha um papel crucial na preservação ambiental e na geração de emprego e renda. No entanto, é necessário investir em infraestrutura e conscientização para expandir a coleta seletiva em todo o país, garantindo a destinação adequada dos resíduos e a maximização do potencial da reciclagem. Ao adotar práticas sustentáveis, como a reciclagem, estamos construindo um futuro mais consciente e responsável com o nosso planeta.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/05/reciclagem_interna.jpg13332000Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-05-22 16:11:562023-05-22 16:24:08Reciclagem de Resíduos no Brasil: Um Potencial Bilionário para o Futuro Sustentável
Segundo esse grupo de pesquisadores brasileiros, o preço dos papeis está relacionado ao momento ESG das companhias. Quanto melhor, maior
Pergunte a qualquer pessoa que trabalhe com ESG, o conjunto de métricas socioambientais e de governança que ganhou o mercado nos últimos anos, sobre a frase que mais ouve quando descreve o conceito, e ela te dirá: “só funciona se der dinheiro”. Chega a ser cansativo. Até porque, em nenhum momento, os defensores de um capitalismo humanizado, voltado para o avanço do bem-estar social, propuseram a quebra sistemática de empresas como solução. A ideia é bem mais sofisticada.
O engraçado é que, sempre que um pesquisador resolve olhar para a questão, levantar dados e relacionar desempenho financeiro com aderência aos preceitos da sustentabilidade, o retorno é positivo. Foi assim, por sinal, que surgiu o movimento Capitalismo Consciente, a partir do trabalho do professor Raj Sisodia, da Babson College, sobre empresas com marcas muito fortes e pouco investimento em marketing. O segredo? Colocar o propósito à frente do lucro – o que, ironicamente, aumentava o lucro, descobriu Sisodia.
Na semana passada, um grupo de brasileiros apresentou novas evidências dessa relação simbiótica entre não destruir o único planeta capaz de abrigar vida humana e a rentabilidade das empresas no longo prazo. Carolina Sverner, Andrea Minardi e Fernando Tassinari Moraes, mestrandos do Insper, investigaram se as práticas ESG impactam o valor das ações das companhias.
Momento ESG é o mais importante para o desempenho da ação
Talvez a dúvida sobre a relação entre ganhos financeiros e práticas ESG seja motivada por uma diferença entre a lógica do mercado de capitais, e o ritmo constante de benefícios econômicos proporcionado pelo investimento em ESG. Afinal, se tem uma coisa que o investidor mais gosta além de retorno financeiro, é retorno financeiro rápido. Isso, empresas ESG dificilmente irão proporcionar. “Geralmente, essas empresas estão bem precificadas, e o investidor prefere manter”, afirma Carolina Sverner, uma das autoras do estudo.
Aí está o pulo do gato. O preço de uma ação, no final do dia, pode ser resumido a uma relação entre risco e retorno. O risco nas empresas ESG é sempre menor, então as oscilações são menores. O retorno, no entanto, é garantido por um prêmio de risco, e é maior se comparado a companhias não aderentes ao ESG.
Sverner e seus colegas também identificaram algo mais direto sobre essa relação: o movimento das notas de ratings ESG impacta na mesma direção o valor dos papéis. Se sobe, sobe, e vice-versa. Não espere de uma empresa madura social e ambientalmente grandes saltos de preço – a não ser que essa empresa seja uma grande fabricante de cosméticos que resolve comprar a concorrente e acaba com um problema de endividamento. Já aquelas companhias que estão no meio de uma jornada ESG, e começam a ver suas notas de rating avançarem, se apresentam como boas opções para um retorno seguro e, até certo ponto, rápido.
O quanto o ESG influencia no preço da ação
E aí vem o “X” da questão. Estabelecido que o ESG aumenta o preço da ação, de quanto é esse prêmio? Pelas contas do trio do Insper, considerando as ações que compõem o índice S&P 500, ele varia de 0,23% a 0,35%. Parece pouco, mas não é. Essa variação positiva se dá sobre ações que deram retorno, ou seja, considerando empresas com bom desempenho, excluindo as que tiveram queda, os papéis ESG têm maior chance de oferecer retornos acima do mercado, com menos risco. “No mínimo, sai de graça”, afirma Sverner. Se você é da turma do “só acredito vendo”, está aí uma oportunidade: invista em empresas ESG e tire a prova.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/04/esg.jpg360640Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-04-12 13:44:402023-04-12 13:46:37O que acontece com as ações de uma empresa quando ela investe em ESG?
Você sabia que há microplásticos no organismo de bebês recém-nascidos? O aumento exponencial da produção de plástico tem se tornado mais urgente a cada dia, afetando até mesmo bebês recém-nascidos. Leia a matéria para saber mais sobre esse assunto!
Estudos recentes mostram que bebês e crianças pequenas têm microplásticos em seus organismos, que podem ter sido originados de diversas fontes, incluindo alimentos, água e ar contaminados. Os microplásticos são partículas muito pequenas de plástico, com menos de 5 milímetros de diâmetro, que podem entrar no corpo humano através da ingestão de alimentos ou da inalação de partículas presentes no ar.
Os efeitos dos microplásticos na saúde humana ainda são pouco conhecidos, mas existem preocupações de que eles possam causar danos ao sistema nervoso, endócrino e imunológico. Além disso, a exposição a longo prazo aos microplásticos pode estar associada a doenças como o câncer.
Estudos realizados sobre o tema
Há vários estudos que relataram a presença de microplásticos no organismo de bebês e crianças. No entanto, um estudo divulgado em outubro de 2020 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Fundação Ellen MacArthur descobriu que os bebês podem estar ingerindo cerca de 1,6 milhão de partículas de microplásticos por dia através de garrafas plásticas, mamadeiras e outros utensílios de alimentação. O estudo foi conduzido pela Universidade de Newcastle, no Reino Unido.
Outro estudo publicado na revista científica Environmental Science & Technology Letters em 2019, liderado pela Universidade de Viena, analisou as fezes de oito voluntários de diferentes partes do mundo e descobriu que todos tinham partículas do material em seus corpos. Esse estudo não se concentrou especificamente em bebês, mas mostrou a presença generalizada de microplásticos em seres humanos.
É importante destacar que ainda há muito a ser estudado sobre a presença e os efeitos dos microplásticos no organismo humano, e são necessárias mais pesquisas para entender melhor os riscos potenciais e encontrar soluções para o problema da poluição plástica.
Como evitar essa situação no futuro?
Para reduzir a exposição dos bebês e crianças aos microplásticos, algumas medidas podem ser adotadas:
Evite alimentos e bebidas armazenados em plástico. Opte por alimentos frescos ou embalados em vidro ou papel, e bebidas em latas ou garrafas de vidro.
Use utensílios de cozinha de materiais seguros, como vidro, aço inoxidável, cerâmica ou silicone.
Evite mamadeiras e utensílios de plástico, optando por alternativas de vidro ou metal.
Use roupas de cama e roupas feitas de fibras naturais, como algodão, e evite tecidos sintéticos, que podem liberar microplásticos durante a lavagem.
Use produtos de higiene pessoal sem microesferas de plástico, como cremes esfoliantes.
Prefira brinquedos de madeira, tecido, borracha natural ou outros materiais seguros, em vez de plá
Recicle corretamente e evite descartar plásticos no meio ambiente, pois eles podem acabar nos oceanos e entrar na cadeia alimentar.
Essas medidas podem ajudar a reduzir a exposição dos bebês e crianças aos microplásticos e proteger sua saúde! Além disso, é importante que as empresas sejam incentivadas a adotar práticas mais sustentáveis de produção e reduzir a quantidade de plásticos em seus produtos.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/03/lixo.png6001100Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-03-09 11:16:032023-03-09 11:24:43Estudos mostram a presença de microplásticos no organismo de bebês.
Para garantir um plano concreto de melhorias contínuas, o Cidades+B está vinculado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU
No mês em que comemora 469 anos, a cidade de São Paulo passa a integrar o movimento global Cidades+B,que convida empresas, governos e cidadãos a unirem forças para melhorar os indicadores de sustentabilidade do município. Chamado SP+B, o programa é encabeçado pelo Sistema B, iniciativa global com foco na construção de uma economia mais inclusiva, equitativa e regenerativa por meio de parcerias com o setor privado.
O projeto tem como parceiros institucionais a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania, além de BMW Foundation, Wellbeing Economy Alliance, Pacto Global da ONU, Impact Hub, Liga de Intraempreendedores, Instituto de Cidadania Empresarial, Agência Solano Trindade, G10 Favelas, FAUUSP e FecomercioSP.
Para garantir um plano concreto de melhorias contínuas, o Cidades+B está vinculado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU — mais especificamente ao número 11, voltado para cidades e comunidades sustentáveis.
“O nosso principal objetivo é convidar as empresas a medirem seus impactos sociais e ambientais e, assim, criar uma coalizão entre organizações, governos e sociedade capaz de romper com o ciclo da pobreza”, afirma Luciana Scapin, co-líder do Cidades+B.
Nessa primeira etapa, o programa convida empresas para fazer uma autoavaliação do Sistema B. Esse processo é feito por meio do B Impact Assessment, ferramenta online e gratuita que ajuda as empresas a enxergarem sua gestão com foco em cinco pilares: Governança, Colaboradores, Meio Ambiente, Comunidade e Clientes. Mais adiante, deve haver uma etapa para diagnóstico dos ODS da cidade, realização de laboratórios de lideranças para melhoria contínua e ações de impacto territorial.
“Acreditamos que corporações devem não só mitigar seu impacto negativo, mas extrapolar seus interesses específicos e fazer parte da construção de uma sociedade mais afortunada. Por meio do SP+B, queremos mostrar que empresas melhores fazem uma cidade melhor”, disse Rodrigo Santini, Diretor Executivo do Sistema B no Brasil. Algumas empresas que já fazem parte do Sistema B estão envolvidas com o SP+B — entre elas, Gerdau, Movida, Nespresso, Hering, Mãe Terra e ComBio.
Soluções Sistêmicas
Ao longo do projeto, o SP+B pretende mapear e apresentar soluções criativas, sustentáveis e participativas para cinco eixos de transformação relevantes para a sociedade: economia circular, habitação, segurança alimentar, mobilidade, trabalho e renda.
“Queremos funcionar como uma espécie de laboratório de inovação que fomenta a colaboração extrema para o desenvolvimento desses pilares, que são interdependentes e, por isso, imprescindíveis quando queremos pensar no futuro de São Paulo”, explica Rennê Nunes, CEO da UP Lab, que trabalha ao lado do Cidades+B no projeto. “Nosso maior desafio é ressignificar o que é sucesso econômico para as empresas”.
“As desigualdades que enfrentamos hoje nos convocam a pensar em soluções sistêmicas para que, de fato, a transformação aconteça. Temos pouquíssimo tempo para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, e somente por meio de coalizões multissetoriais engajadas e trabalhando juntas é que poderemos avançar rumo à Agenda 2030 da ONU”, comenta Luciana.
Rio foi cidade piloto
No dia 26 de janeiro, o SP+B realiza um evento que marca o lançamento oficial do programa. O encontro acontece no Hub Green Sampa, e deve receber cerca de 100 convidados estratégicos, incluindo organizações e empresas que ajudaram a estruturar o programa ao longo de 2022.
O programa de São Paulo é inspirado em projetos já aplicados em cidades como Santiago (Chile), Barcelona (Espanha), Assunção (Paraguai), Mendoza (Argentina) e Rio de Janeiro. A capital carioca, inclusive, foi a cidade piloto do programa, em 2016. No Rio+B, a iniciativa contou com 349 empresas que fizeram a autoavaliação de impacto sob os pilares do B Impact Assessment. Dessas empresas, 42 participaram de um laboratório de melhoria contínua de seis meses. Mais de 2.500 pessoas foram impactadas diretamente pelos 15 eventos gerados pelo projeto.
Acompanhe as redes sociais do SP+B e do Sistema B Brasil para acompanhar o projeto e ações
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/02/237469.jpg440640Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-02-07 10:41:572023-02-07 10:45:18São Paulo passa a integrar projeto global para melhorar indicadores de sustentabilidade
A indústria do plástico vem fazendo sua parte para atender à crescente demanda da sociedade por sustentabilidade. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), em 2020 os plásticos reciclados representaram 11,5% das resinas consumidas no país, sendo que o PET responde por 41% desta parcela.
Por que investir em reciclagem?
“A gente fala que a sustentabilidade tem três pilares: o econômico, o social e o ambiental. Basta tirar um desses que a sustentabilidade não fica em pé”, ilustra Miguel Bahiense, presidente da Plastivida, Instituto Socioambiental de Plásticos.
“Então, sem dúvida”, continua, “a reciclagem precisa ser olhada também como um negócio lucrativo. A gente precisa que cada vez mais a indústria se envolva com essa temática do ponto de vista deste pilar da sustentabilidade, que é o econômico”.
Segundo levantamento da Abiplast, estão em atividade 1.119 empresas do setor de reciclagem de material plástico no Brasil, responsáveis pela geração de 13.180 empregos. São os maiores números da série histórica iniciada em 2010.
Para Vinicius Saraceni, empreendedor social, fundador da Atina Educação e CEO do Movimento Circular, o mundo está caminhando para a economia circular, e o plástico é um agente muito relevante nessa cadeia. “Estar posicionado tanto com o produto cuja embalagem tem um alto índice de reciclabilidade, quanto em ter um produto que utilize mais resina pós-consumo é imperativo para se posicionar estrategicamente à frente dos competidores neste cenário”, aponta.
Seja no processo industrial (reaproveitamento de aparas), seja no pós-consumo (coleta e reciclagem dos produtos colocados no mercado), a questão da imagem da empresa é o grande ponto positivo para as indústrias que investem em reciclagem, segundo Alexandre de Castro, presidente do Instituto Brasileiro do PVC.
“Ser vista e reconhecida como uma empresa que oferece produtos com conteúdo reciclado agrega valor. A consciência ambiental tem cada vez mais permeado o dia a dia da população de forma geral, e estar envolvido ativamente com esta questão tem um apelo que acaba chamando a atenção do consumidor final”, afirma Alexandre.
Responsabilidade socioambiental
Para se ter uma ideia, cada tonelada de material reciclado produzido reduz em média 1,1 tonelada de resíduo plástico depositado em aterros e gera emprego para 3,16 catadores que recolhem esse volume de material no mês.
Considerando que em 2020 a produção física de resina pós-consumo foi de 884,4 mil toneladas, dá para calcular a dimensão do impacto positivo que a reciclagem de plástico traz para o meio ambiente e a sociedade.
“Não importa o formato que se dê, todo o material plástico ou não que eu separo e mando para uma cooperativa, seja ela com o apoio de governo ou de uma organização da própria sociedade, tem um lado social muito importante”, ressalta Miguel.
Ele acrescenta que o pilar ambiental é o “grande gol do processo”. “Tudo isso traz benefício ao meio ambiente, porque eu não vou ter mais mares e ruas poluídos nem praças sujas. Os benefícios ambientais são claros quando, em vez de destinar os resíduos para um aterro sanitário após sua vida útil, você dá uma nova vida a eles.”
Vinícius reforça que quando uma indústria compra resina pós-consumo, está apoiando a inclusão econômica e social de milhares de pessoas, e gerando renda para milhares de famílias.
“Conforme o produto, o plástico que você coloca na prateleira passa a ter valor econômico depois do consumo. Você está adicionando valor a este material, que passa a ser atrativo para as cooperativas de catadores e para todas as empresas que vão beneficiá-lo. Havendo um valor adicionado maior nas embalagens plásticas, a gente não vai mais vê-las escapando para a natureza quando o devido cuidado não é tomado no seu descarte.”
Como começar a investir em reciclagem?
Hoje, o maior volume de resina plástica pós-consumo está concentrado na indústria de transformação para produção de novos produtos (70% do total), e o restante é transformado por recicladoras verticalizadas, ou seja, que possuem em uma mesma empresa a reciclagem e a produção de novos produtos.
Esta distinção é importante para quem está pensando em aderir à reciclagem de plástico. Vinícius explica que uma indústria pode começar a fomentar a cadeia da reciclagem com sua própria linha, desenvolvendo produtos que tenham maior índice de reciclabilidade e que utilizem resina pós-consumo.
“Agora, caso você queira abrir um negócio vinculado à reciclagem, entenda que é um novo negócio. Ou seja, você vai comprar determinado plástico de uma cooperativa, por exemplo, e transformar esse plástico num novo material, numa nova resina pós-consumo. É uma decisão estratégica, e você não precisa tirar o foco do negócio do qual você já é expert.”
Consumo consciente
Miguel chama atenção que a questão do consumo consciente é tão importante quanto a da reciclagem, e que a indústria tem grande relevância no amadurecimento da discussão em torno do plástico de uso único.
“A gente precisa ter um entendimento para que todos os atores unam esforços no sentido de mostrar que o plástico é útil à sociedade, e que a sociedade cada vez mais consegue utilizar o plástico de forma adequada. A indústria, como catalisadora de todo o processo de circularidade, pode ser o espelho para que a gente perceba este movimento de promoção da reciclagem.”
Sua indústria já investe em reciclagem? Quais têm sido os benefícios mais visíveis?
O gerenciamento de resíduos será incentivado para que os participantes do reality recebam moedas para compras na casa
O reality show Big Brother Brasil (BBB 23), edição de 2023, terá pela primeira vez em sua edição, o gerenciamento de resíduos gerados dentro da casa.
Como incentivo a coleta seletiva, os participantes receberão estalecas extras, a moeda utilizada para compras dentro da casa.
Como incentivo às práticas sustentáveis, os participantes do BBB 23 terão, semanalmente, recompensas em estalecas pela qualidade do lixo que entregarem após a realização de sua coleta seletiva.
Os participantes ganharão uma quantia a mais da moeda interna, de acordo com o resultado obtido no ranking previamente estabelecido pela equipe de direção, com o apoio da área de Gestão Ambiental da Globo, que avalia o nível de eficiência na separação dos resíduos da casa.
Essas moedas dentro do reality são extremamente importantes, pois fazem a diferença no momento da compra de alimentos e suprimentos para a manutenção semanal.
Além da coleta seletiva, a edição deste ano ainda terá outras medidas em prol do meio ambiente e da sustentabilidade.
Os brothers, como são chamados, terão limite diário no uso de água, e a casa conta com sistema exclusivo de captação de água e chuva.
As luzes, que ficam ligadas a maior parte do dia, vêm de energia limpa e 100% renovável, segundo a emissora.
De acordo com Mauricio Gonzalez, diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo, os participantes receberão um treinamento para aprender como descartar ou reaproveitar os resíduos, além de como empregar no dia a dia as demais ações implementadas.
A implementação da coleta seletiva, dentro do reality show faz parte de medidas ESG adotadas pelo grupo empresarial da emissora.
Para o gerenciamento de resíduos no país, bem como medida de sensibilização ambiental, é uma grande visibilidade, já que o programa mantém números expressivos de audiência.
De acordo com a Rede Globo de Televisão, até o dia 21 de abril durante a edição de 2022 o reality teve média de 22 pontos no PNT (Painel Nacional de Televisão) e 47% de share. O que significa que a cada 1 ponto PNT, 258.821 domicílios ou 713.821 indivíduos estavam assistindo, e que 45% das televisões estavam sintonizadas no BBB 23, em determinado horário.
Foi o programa mais assistido da TV Globo e da televisão brasileira no ano, acompanhado por mais de 155 milhões de pessoas.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/01/lixo-organico-inorganico-como-separar-getty.webp413620Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-01-18 08:42:252023-01-18 08:42:25Gerenciamento de resíduos chega na casa do BBB 23
Você sabe a diferença entre um lixão, um aterro controlado ou sanitário e a compostagem ? Embora pareçam alternativas de descarte de resíduos sólidos similares, cada uma dessas frentes tem características e funções distintas. Entendê-las é importante para a gestão adequada de resíduos.
Embora ainda seja um volume alto, o número significa um avanço em relação ao primeiro trimestre de 2020, quando 3.257 municípios ainda destinavam para disposição final seus resíduos de forma inadequada, o que inclui o descarte em lixões ou os chamados aterros controlados que, diferentemente dos aterros sanitários, não incluem cuidados com a impermeabilização do solo.
No último Panorama dos Resíduos Sólidos, a ABETRE ainda mostrou que o Brasil está produzindo 19% mais resíduos que em 2010, passando de 67 milhões para 79,6 milhões de toneladas/ano em uma década.
Dado esse fato, entender as diferenças entre lixão, aterro sanitário ou controlado e compostagem é fundamental para a adoção de práticas corretas de descarte para os setores industrial e urbano.
Lixão: depósito a céu aberto
Lixão é uma opção inadequada de disposição final de resíduos a céu aberto, sem qualquer planejamento ou medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. No local não há nenhum controle ou monitoramento dos resíduos depositados, onde nesse caso, resíduos domiciliares e comerciais de baixa periculosidade podem ser descartados juntamente com os industriais e hospitalares, de alta contaminação e teor poluidor, atraindo vetores, além de riscos à saúde e propícios a incêndios causados pelos gases gerados pela decomposição descontrolada do lixo.
Como não há impermeabilização, o chorume, líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica, não é coletado, podendo penetrar na terra e contaminar o solo e o lençol freático.
A Lei 12.305/2010 denominada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), previa para agosto de 2014 o fim dos lixões, mas com a sanção do novo marco do saneamento básico os prazos foram atualizados, definindo que capitais e regiões metropolitanas têm até 2 de agosto de 2021 para acabar com os lixões, enquanto cidades com mais de 100 mil habitantes têm até agosto de 2022 como prazo final. Os municípios que têm entre 50 e 100 mil habitantes terão até 2023 para eliminar o problema e as cidades com menos de 50 mil habitantes até 2024.
Aterro controlado: solução intermediária aos lixões
Os aterros controlados utilizam de princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos. Porém, nesse método há a geração de poluição localizada, já que não conta com técnicas de impermeabilização do solo, não engloba sistema de tratamento para o chorume; e não há a extração e queima controlada dos gases gerados na decomposição do lixo.
Se comparados, o aterro controlado é preferível ao lixão, mas apresenta qualidade bastante inferior ao aterro sanitário e, normalmente, é uma alternativa usada por pequenos municípios que não têm condições de construir ou realizar o encaminhamento de seus resíduos para um aterro sanitário, a opção mais apropriada para o descarte do lixo.
Suas principais características que o difere do lixão são:
A área isolada e sinalizada;
Controle de resíduos para impedir a entrada de descartes perigosos da classe 1 — que possuem inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e/ou patogenicidade;
O lixo é compactado e o solo coberto a cada jornada;
Após a compactação, o local recebe argila e terra para o plantio de espécies de raízes curtas, como gramado.
Antes, a NBR 8849/1985 da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) regulamentava as práticas adequadas para os aterros controlados. Porém, como não se trata de uma técnica que prevê a preservação do meio ambiente, a norma foi cancelada, ficando válida apenas a NBR 8419/1992 (apresentação de projetos de aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos).
Aterro sanitário: opção comum para o lixo urbano
Conforme a NBR 8419/1992 da ABNT, o aterro sanitário também é uma técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, mas que visa prevenir danos à saúde pública e ao meio ambiente, minimizando os impactos ambientais.
Tal método utiliza os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, recebendo tratamento no terreno (impermeabilização e selamento da base com argila e mantas de PVC). Com isso, o lençol freático e o solo ficam protegidos da contaminação pelo chorume, que é coletado e tratado no local ou em empresas especializadas. O gás metano também é coletado para armazenagem ou queima.
Apesar de ser uma solução ecologicamente correta, um aterro sanitário também precisa se adequar a exigências ambientais para funcionar. São elas:
Impermeabilização de base e laterais;
Recobrimento diário dos resíduos;
Cobertura final das plataformas de resíduos;
Coleta, drenagem e tratamento de lixiviados (chorume e água pluvial);
Coleta e tratamento de gases;
Drenagem superficial;
Monitoramento técnico e ambiental.
Compostagem: a melhor opção para o meio ambiente
Em linhas gerais, a compostagem é uma alternativa ambientalmente segura, sustentável e que vai além das exigências da legislação vigente.
Essa prática consiste em um processo biológico de valorização e transformação de resíduos em matéria orgânica com qualidade para ser utilizada na agricultura rural, urbana e projetos paisagísticos, como fertilizante orgânico composto ou condicionador de solos.
Em determinados casos, a compostagem pode ser realizada in loco (na própria empresa) ou através do tratamento offsite, compartilhando a responsabilidade sob os materiais orgânicos com empresas de soluções ambientais especializadas para realizar o tratamento em unidades terceirizadas.
Os resíduos domésticos podem ser compostados de maneira mais simples e através de composteiras caseiras; por meio de um biodigestor, que transforma o material orgânico em gás metano; ou ainda por sistemas mais amplos com capacidade para grandes volumes e variedades de resíduos, que é o método denominado compostagem em escala industrial.
A prática ainda vai de encontro a PNRS, que destaca em seu Art. 36, § 1:
“No âmbito da responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, cabe ao titular dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos, observado, se houver, o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos:
I – adotar procedimentos para reaproveitar os resíduos sólidos reutilizáveis e recicláveis oriundos dos serviços públicos de limpeza urbana e de manejo de resíduos sólidos;”
Tornando-se uma opção de destaque para a destinação correta e segura dos resíduos orgânicos advindos de indústrias, empresas e domicílios, o processo promove a reciclagem de nutrientes, a melhoria das propriedades físicas e biológicas dos solos cultivados e ainda contribui diretamente com a redução dos passivos ambientais e esgotamento dos aterros.
https://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2023/01/como-e-o-dia-a-dia-de-um-aterro-sanitario-lixao-voce-sabe-artigos-cursos-cpt.jpg425637Silvio Correahttps://valorareciclaveis.com.br/wp-content/uploads/2021/04/logo_original_valora-300x86.pngSilvio Correa2023-01-09 09:41:022023-01-09 09:41:02Qual a diferença entre lixão, aterros e compostagem?