O TIME VALORA: ÁREA DE LOGÍSTICA REVERSA

A equipe Valora cedeu entrevistas em parceria com o Eco Bagagens junto do Rogerio Naressi e seu time e decidimos compartilhar por aqui com vocês também! Essa entrevista foi cedida pela Carolina Basilio do setor de Logística Reversa da Valora!

ENTREVISTA ÁREA DE LOGÍSTICA REVERSA

Rogério: Poderia falar um pouco sobre você e como é sua atuação na Valora?

Carolina Basílio: Olá Rogério, me chamo Carolina Basilio, sou gestora ambiental por formação e hoje atuo na área de Novos Negócios e Parcerias na Valora, principalmente no que se diz respeito ao crédito de logística reversa e gestão de recicláveis em grandes geradores. Aqui, podemos contribuir com o crescimento socioambiental não só de São Paulo, mas de outros estados do país.

Rogério: Carolina, você mencionou que trabalha com o crédito de logística reversa, mas, o que é isso?

Carolina Basílio:  Boa pergunta, e para que eu explique o que é o crédito de logística reversa, preciso falar um pouco sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, onde ele está inserido. A PNRS foi promulgada em 2010, trazendo um conjunto de ações que devem ser realizadas para promover um melhor desenvolvimento socioeconômico no que diz respeito aos resíduos sólidos no país, ainda que cada estado possua suas próprias diretrizes acerca dos resíduos.

E uma das diretrizes  que constam na PNRS é a da Logística Reversa, em que fabricantes de produtos possuem a responsabilidade de dar uma destinação adequada a pelo menos 22% das embalagens no pós-consumo. Dentro desse escopo, uma das opções que existem para facilitar a logística reversa das embalagens para o fabricante é a adoção do “sistema de compensação” ou “impacto positivo das embalagens”, conhecido como crédito de logística reversa.

Todos os recicláveis que são vendidos geram notas fiscais e estas são o lastro do crédito. Isto é, o peso equivalente declarado em nota, em toneladas, corresponde a quantidade de créditos disponíveis para comercialização, de acordo com a classificação do material (plástico, papel, metal e vidro)

Existem várias soluções no mercado, a Valora utiliza a Central de Custódia que foi a única forma que encontramos para garantir a unicidade da massa compensada, a colidência entre as notas fiscais e, portanto, certificarmos que estamos promovendo a adicionalidade/novos fluxos de materiais recicláveis ingressando na cadeia. 

Outro diferencial, além de assegurar a adicionalidade, é que sempre repassamos 100% do valor do crédito para as nossas cooperativas parceiras, não impactando na renda delas.

Rogério: Apenas grandes empresas devem compensar seus resíduos?

Carolina Basílio: Qualquer empresa que gere resíduo no pós consumo pode e deve realizar esse tipo de impacto positivo, desde que esses não sejam resíduos considerados perigosos, como infectantes, perfurocortantes, inflamáveis, entre outros. Esse tipo de material possui um descarte adequado de acordo com sua classificação. 

Rogério: Você também havia mencionado os grandes geradores, quem são eles?

Carolina Basílio: Aqui em São Paulo, todos aqueles que produzam mais de 200 litros de resíduo por dia são considerados grandes geradores, posso dar como exemplo lojas de departamento, lojas de vestuário, supermercados, hortifrutis, e outros comércios.. 

Para cumprir com a legislação  é necessário contratar uma empresa particular que faça a coleta e a destinação de todo o resíduo, uma vez que ultrapassados os 200 l, a coleta já não é mais de responsabilidade pública.

O que vemos no mercado é que, por contratar uma coleta única, a reciclagem acaba não sendo promovida, já que todos os resíduos acabam sendo misturados e enviados a aterros. Outro ponto é que, normalmente, o modelo de tarifa é baseado no volume. Sendo assim, a Valora trouxe uma solução que, ajuda o cliente a ser mais sustentável, dá mais transparência e potencialmente mais vantajosa financeiramente, de menor preço, uma vez que cobramos pelo peso efetivamente coletado e destinado !

Rogério: Obrigado Carolina!

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