PET reciclado: como o lixo se transforma em matéria-prima valiosa e reduz em até 67% a pegada de carbono
A reciclagem de plásticos é hoje um dos pilares mais importantes da economia circular e uma das soluções mais eficazes para reduzir impactos ambientais, emissões de gases de efeito estufa e a pressão sobre recursos naturais não renováveis.
Quando analisamos a cadeia produtiva do plástico, um dos indicadores mais relevantes é a pegada de carbono, que mede a quantidade de gases de efeito estufa (GEE) emitidos desde a extração da matéria-prima até o descarte final. Quanto maior essa pegada, maior o impacto sobre o clima.
Nesse cenário, o PET reciclado se destaca. Estudos de Análise de Ciclo de Vida indicam que o PET reciclado pode apresentar uma pegada de carbono até 67% menor do que o PET virgem, além de demandar menos energia e menos água em sua produção.
Do descarte à nova matéria-prima: como funciona a reciclagem do plástico
O processo de reciclagem começa muito antes da indústria. Ele tem origem na separação correta dos resíduos, realizada por cooperativas, catadores e centros de triagem, onde os plásticos são classificados por tipo de polímero, como PET, PEAD e PP. Essa etapa é essencial, pois cada material possui características químicas e térmicas diferentes.
Após a triagem, as embalagens passam por um processo de moagem, sendo transformadas em pequenos fragmentos conhecidos como flakes. Esses flakes seguem então para a lavagem e descontaminação, etapa fundamental para remover rótulos, colas, resíduos orgânicos e impurezas que poderiam comprometer a qualidade do material reciclado.
Com o material limpo e seco, inicia-se a fase industrial mais conhecida: a extrusão. Os flakes são aquecidos até o ponto de fusão, derretidos e homogeneizados em máquinas específicas. Durante esse processo, o plástico ainda passa por sistemas de filtragem para eliminar qualquer resíduo sólido remanescente.
Ao final, o material é resfriado e cortado em pequenos grãos chamados pellets, que se tornam a nova matéria-prima reciclada. Esses pellets podem ser utilizados na fabricação de novas embalagens, fibras têxteis, peças automotivas e diversos outros produtos.
Etapas resumidas do processo de reciclagem do plástico
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Triagem e separação por tipo de polímero
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Moagem e transformação em flakes
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Lavagem e descontaminação
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Extrusão, derretimento e filtragem
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Transformação em pellets (grãos reciclados)
Benefícios ambientais reais e mensuráveis
Além da expressiva redução na pegada de carbono, a reciclagem do PET traz outros impactos positivos diretos. Segundo dados ambientais, uma garrafa PET pode levar de 200 a 600 anos para se decompor na natureza. Durante esse período, o descarte inadequado contribui para a contaminação do solo, dos cursos d’água e para a sobrecarga dos aterros sanitários.
Ao reciclar, evita-se que esse material chegue ao meio ambiente, reduz-se a necessidade de extração de petróleo — um recurso não renovável — e diminui-se significativamente o consumo energético da indústria.
Reciclagem, ESG e responsabilidade compartilhada
A reciclagem de plásticos não é apenas uma solução ambiental, mas também uma prática alinhada aos princípios ESG. Ela conecta responsabilidade ambiental, geração de renda, inclusão social e eficiência econômica em uma única cadeia produtiva.
O PET, por suas características de leveza, resistência e segurança para alimentos e bebidas, continua sendo essencial para o mercado consumidor. A diferença está na escolha: optar pelo PET reciclado é manter todas essas vantagens reduzindo impactos ambientais.
O compromisso da Valora
Na Valora, acreditamos que resíduos não são lixo, mas recursos mal aproveitados. Cada garrafa reciclada representa menos poluição, menos emissões e mais valor reinserido na economia.
Promover a reciclagem é promover um futuro mais sustentável, eficiente e responsável — para as empresas, para as cidades e para o planeta.



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